De Madrid a São Paulo.
         Capítulo 18



Laura saiu do meu quarto. Meu celular toca. ‘C. Celico’ aparecia. Atendo.

“ – Aline, vamos nos encontrar em frente ao ‘Museu do Prado’. – Disse Carol.
-        Ok! Que horas? – Perguntei.
-        Que tal, agora?!
-        Agora?! Ok então... Vou me arrumar. Quando eu sair de casa te dou um toque.”

Levantei-me da minha cama, e fui tomar banho. Me arrumei. Peguei um taxi em destino ‘Museu do Prado’. Liguei para Carol avisando. Chegando lá, vejo-a.

-        Aline! – Disse Carol me abraçando. – Olha eu vou te levar para um lugar, um lugar que vai te ajudar.
-        Como assim me ajudar? – Indaguei.
-        Segredo! – Respondeu Carol.

Entrei em seu carro, e fomos rumo a esse tal lugar. Desconhecia a estrada, pensei que conhecia cada detalhe de Madrid, mas estava enganada.

-        Bom, chegamos! – Disse Carol estacionando o carro.
-        Nossa! Que lugar é esse? – Disse, fascinada.

Desci do carro, aquele lugar me trazia uma paz tão grande no meu coração, é como se inundasse rios no meu coração fazendo com que toda aquela chama de raiva se apagasse. Observo que uma folha cai ao chão, e o vento leva.

-        Ta vendo essa folha seca que caiu ao chão, e o vento a levou? – Perguntou Carol.
-        Sim. – Respondi.
-        Assim será o destino de você e Cristiano. De repente, vai cada um para o seu lugar... Ás vezes vocês podem ficar perdidos, vão necessitar um do outro para guiar. – Disse Carol.
-        Por que estou me sentindo traída?
-        Olha Line, mesmo daquela vez, você terminando com Cris, você ainda o amava e ele também. Mesmo ele ficando ao lado de outras mulheres, você era a dona do coração dele, e ainda é. E ele é o dono do seu coração.
-        Vou esquecê-lo.
-        O que? Ficou maluca?
-        Não. Não fiquei maluca. Acho que eu nasci para ficar sozinha mesmo! Pensa comigo, esse bebê só vai fazer com que Cristiano e essa modelo fiquem mais próximos, e eles podem até ficar juntos.
-        Ai Aline. Se você fizer isso, vai sofrer!
-        Minha decisão já está tomada! Será que você poderia me levar até o aeroporto, para comprar minha passagem.
-        Tudo bem.

Fomos para o aeroporto. Comprei minha passagem, voltaria para o Brasil semana que vem. Carol me deixa em casa. Laura havia saído. Eu estava em frente ao portão, procurava a chave dentro das milhões de coisas que havia na minha bolsa.

-        Achei! – Exclamei.

Olho para trás. Não acreditava no que via. Era ele. Eu apenas suspirei, e tentei encontrar fôlego.

-        O que faz aqui? – Perguntei.
-        Precisamos conversar, posso entrar? – Disse Cristiano.

Abri o portão, e Cristiano entrou. Sentei-me no sofá, Cris fez o mesmo.

-        Você já sabe da notícia né? – Perguntou Cristiano.
-        Que notícia? É claro que eu sei né! – Disse aumentando o tom de minha voz.
-        Você sabe que eu preciso de você... Estou enlouquecendo.
-        Volto para o Brasil semana que vem!
-        O que? Você acha que fugindo de mim vai me esquecer? Nem o tempo , nem a distância vai conseguir apagar o que a gente sente um pelo o outro.
-        Você vai ter seu filho. Casa-se com a mãe de seu filho. Formem uma família, e pronto.
-        Acha que é fácil? Acha que é fácil apagar esse sentimento tão belo que a gente tem? Quer saber? Acho que você nunca me amou! Porque se não, não taria aí, tentando achar uma forma para que eu te esqueça!
-        Nunca te amei?! Você invadindo meus pensamentos... Te sentir mesmo você estando longe de mim... É, nunca te amei...
-        Desculpa. Não foi a minha intenção te magoar...
-        Acho melhor você ir embora. Procura ficar bem. Eu acho que só... Ei, te amo.

Dei um beijo em Cris, ele se retira. Desabei em lágrimas, não sei como consegui segurar o choro. Vou para a sacada de meu quarto. As horas passam e o Sol se põe. A dor não se vai. Só de pensar que alguém vai ocupar meu espaço no coração de Cristiano, parecia que uma espada penetrava em meu peito. O que seria de mim agora?
Uma semana se passa. Chegou o dia de voltar para o Brasil. Nilmar me leva ao aeroporto, lá havia repórteres.

-        Aline, você e Cristiano ainda estão juntos? Ficou sabendo que ele será pai? E como reagiu a isso? – Perguntou uma repórter.
-        Não estamos juntos. E sim, fiquei sabendo que ele será pai, que essa criança venha ao mundo com saúde. – Respondi friamente.
-        E por que está voltando ao Brasil? – Perguntou um repórter.
-        Bom, fiquei sabendo do acidente de Henrique. To indo pra lá para ajudar no que for preciso, para dar apoio... Afinal, hoje somos amigos. Agora, com licença, preciso ir fazer o check-in! – Respondi.

Desviei dos repórteres. Fui para a fila do check-in. Chek-in feito. Vôo anunciado. Despedi-me de Nilmar.

-        Você tem certeza de sua decisão? – Perguntou Nilmar.
-        Sim. – Respondi.

Era mentira, não tinha certeza do que eu estava fazendo. Seriam mais dez horas de vôo. Cristiano novamente invadia meus pensamentos. Foi tão mágico como nossa história de amor aconteceu. E agora, se findou. 

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