De Madrid a São Paulo.
Capítulo 21
- Shit Henri... Eu estou aqui! – Disse.
- Que bom que você voltou... – Disse Henrique.
- Eu voltei. Vim cuidar de você. Agora descanse! – Pedi.
- Não, eu quero olhar mais um pouco para você. Quero olhar para seus olhos, sua face... A quem um dia me pertenceu... – Disse Henrique olhando em meus olhos, logo depois, adormeceu.
Os dias passam, e eu fiquei cada milésimo de segundo ao lado de Henrique que se recuperava aos poucos. Larissa veio até ao hospital, fazer-me companhia, já que eu havia dito à Mariza para ficar em sua casa e descansar. Larissa e eu estávamos na lanchonete do hospital. Na televisão começou a passar algo sobre a mãe do filho de Cristiano. Eu procurava desviar o olhar, mas não conseguia.
“Repórter: - E seu filho?
Irina: - Eu apenas gerarei essa criança, quando ela nascer, Cristiano que se vire com esse bebê! Eu acho que filho é fruto de amor, e esse bebê que carrego, não é fruto de amor. Não quero comprometer minha carreira.”
Eu simplesmente não acreditei naquelas palavras dela. Como ela teve coragem de abrir sua boca e falar essas palavras tão fúteis? Comecei a pensar em Cristiano. Como ele iria criar aquele filho sozinho?
- Amiga, tá tudo bem? – Disse Larissa.
- Não, não está. E agora? O que será de Cristiano? – Disse.
- Ele deve estar arrasado...
- Arrasado? Isso ainda é pouco. – Disse, logo fomos interrompidas pelo doutor Carlos.
- Boa tarde, Henrique teve alta. – Disse doutor Carlos.
- Alta? Que maravilha! – Disse, quase pulando de alegria.
Fui para o quarto de Henrique que já estava pronto para sair do hospital. Ligo para Mariza, dando a notícia, logo, ela chega para buscar-nos. Mariza deixa Larissa e eu em casa.
No elevador do meu prédio...
- Nossa, meu pai me mandou uma sms. – Disse.
- E tá esperando o que para abrir a mensagem? – Disse Larissa.
‘Abrir mensagem’.
“Oi filha! Sua mãe e eu estamos chegando em SP. Iremos para o nosso apartamento. Espero te ver em breve. Beijos do seu pai.”
Eu não era muito ligada aos meus pais, mas eu sentia que dessa vez ia ser diferente, que ia mudar.
- Que legal, Line, seus pais vão vir para São Paulo. – Disse Larissa.
- É... – Respondi.
Os dias passam, e foi marcado um jantar na casa de Henrique. Iriam meus pais e eu. A última vez que uma reunião dessas aconteceu foi quando Henrique me pediu em namoro há dois anos. O jantar estava uma delícia, dona Mariza era uma cozinheira de mão cheia. Depois da sobremesa, fui para a varanda da casa, ‘’tomar um ar’’.
- Obrigado por tudo! – Disse Henrique me abraçando por trás.
- Por nada... – Disse.
- Você foi luz na minha escuridão. Você foi minha ‘estrela-guia’...
Eu virei-me. Enquanto o vento acariciava nossos rostos, nos beijamos intensamente. Ah que saudade daquele beijo. Que saudade daquela boca macia... Dois anos sem sentir a boca de Henri junto a minha... Nossas almas pediam mais...
- Isso não podia ter acontecido. – Disse.
- Aconteceu porque a gente quis. Necessitávamos desse beijo... – Disse Henrique.
- Eu disse para você me esquecer!
- Eu tinha esquecido. Na verdade, eu acho que não esqueci, eu apenas superei, e aprendi a conviver com isso... Mas tudo voltou quando te vi novamente.
- Por mais que eu ainda sinta algo muito forte por você, eu ainda amo Cristiano...
- É tão duro e difícil ver você falando isso... Mas eu entendo. – Disse Henrique se afastando e entrando dentro de sua casa.
Eu continuei ali, observando a lua.
Em Madrid...
- Sei que você está do outro lado... Vendo a lua, assim como eu também... – Disse Cristiano.