De Madrid a São Paulo.
Capítulo 7
Domingo, finalmente amanhece. Acordei com aquela vontade de ir ao ‘Parque del Oeste’, um lugar delicioso para caminhar e relaxar. É, precisava muito disso. Mas, Madrid estava longe... Simplesmente não via a hora de minhas férias chegarem, partiria rumo à Madrid o mais rápido possível.
‘Sonho em voltar para Madrid, definitivamente não sei como tenho forças para aguentar a viver tão longe de lá. Mas não consigo desistir daqui. O que é que há aqui no Brasil que me prende? Por favor, Deus eu preciso de Madrid, se algo for acontecer que aconteça logo. Não suporto essa saudade.’
Levantei e fui tomar um banho, acho que foi o banho mais demorado de toda minha vida. Momentos vividos na Espanha passaram-se na minha cabeça. Como poderia sentir tanta falta de uma cidade? Como poderia sentir a necessidade de estar ligada a Madrid a toda hora, a todo o momento? Perguntas que não se calam. Peguei um guia turístico de Madrid.
‘’ ‘Torre de Madrid’ é um dos mais altos arranha-céus de Madrid (Espanha), 142 metros de altura e 36 andares sobre o solo. Foi construído em 1957, e está localizado na Plaza de España (Espanha quadrados), sendo um edifício emblemático para a praça e para a própria cidade. Ele abriga escritórios e apartamentos. Como era bom passar na avenida ao lado, e se deparar com aquele arranha-céu. As mais altas torres de Madrid e de toda a Espanha concentram-se em Madrid Cuatro Torres Bussines área complexa, incluindo a maior a Torre Caja Madrid e da Torre de Cristal. Não posso acreditar, estou chorando novamente. O que eu tinha na cabeça de sair de Madrid? Não posso mais ficar aqui.”
Meu celular toca.
“ – Aline! Já tá pronta? – Pergunta Dener.
- Dener? Ah, eu acabei de acordar. Mas o encontro não é daqui a duas horas? – Perguntei.
- Sim... Ei, você está com uma voz de choro. O que aconteceu? – Perguntou Dener com um tom de voz preocupado.
- Ah, eu estava aqui vendo um guia turístico de Madrid, aí sabe como eu sou ligada a essa cidade. – Respondi.
- Entendo, você é uma madrilena nata. Precisa estar em Madrid o tempo todo. É como um peixe fora d’água.
- É, bem isso mesmo.
- Bom, eu vou desligar, até daqui a pouco.
- Ok, até. Beijos.”
Fui tomar café, me arrumei. Coloquei um vestido branco florido.
- Que bonita em dona! Vai sair com o Dener e nem me avisou... – Resmungou Larissa
- Como soube? – Indaguei.
- O interfone tocou. Dener já tá lá em baixo á sua espera.
- Mas já? Meu Deus como ele é pontual! Vou lá. Beijos. Fui-me.
Desci. Encontro Dener olhando para mim.
“Meu Deus como ela está linda. Apenas desejei aos céus para que o tempo parasse.”
- Você está linda! – Elogiou-me Dener.
- Obrigada! Vamos? – Disse.
Seguimos para um restaurante de comida tradicional da Espanha, onde almoçamos. Ao fundo, tocavam músicas espanholas, onde me recordava de Madrid. Engoli o choro. Mas posso dizer que aquele almoço foi maravilhoso.
- Você escolheu o melhor lugar para me levar. – Disse. Sorri.
- Sabia que você ia gostar! Não querendo ser chato, mas... Poderia me falar de seus amores? – Perguntou Dener.
- Só se você prometer que depois fala dos seus.
- Claro.
- Bom, meu primeiro namorado foi um garoto ex sub-20 do São Paulo, hoje ele joga no Internacional. O outro foi o Henrique, a dois anos. E meu último bom, foi o Cristiano. – Disse. Quando comecei a falar de Cris, virei o rosto.
- Ainda sente algo por ele né?
- Por ele quem?
- Cristiano Ronaldo!
- É, não posso negar, ainda sinto algo por ele. Mas chega de falar de mim, vamos falar de você agora! Vai, desembucha!
- Eu tive poucos relacionamentos sérios. Sou mais de curtir mesmo, pensei que nunca mais iria me apaixonar. Só que o amor me surpreendeu, e olha eu aqui, apaixonado.
- Que fofo! Ela deve ter sorte.
Conversamos mais um pouco, logo depois Dener me deixou em casa.
- Hum, e aí como foi o encontro? – Disse Letícia curiosa.
- Eita se a curiosidade matasse gato... Foi um encontro normal ué... Ele me levou a um restaurando espanhol. Nossa... Boa demais!- Respondi.
- Que maravilha! Você nem amou né?
- Magina... E cadê a Lari?
- Nem me fale nessa mulher! Ela me abandonou em plena tarde de domingo.
- Foi para aonde?
- Ela saiu com tal de Vinícius.
- Quem é esse?
- Um pagodeiro aí... Mas que bom que você chegou, para me fazer companhia.
- Que tal vermos um filminho?
- Perfeito! Vou fazer pipoca, e preparar tudo.
- Ok! Enquanto isso vou ali no meu quarto.
Letícia e eu passamos a tarde inteira vendo filmes. O tema era sempre o mesmo ‘comédia’.
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