Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 6

Um novo dia amanhece e sou apresentada para meus novos colegas de trabalho. Na reunião, conheço Tamires.

- Ah, que bom que você chegou. Estava ansiosa por ter uma brasileira trabalhando ao meu lado... – Disse Tamires.
- Isso é bom, não ficaremos sozinhas... Temos uma à outra. – Disse rindo.

E ali nascera uma grande amizade. Meu primeiro trabalho seria apenas ir no Centro de treinamento do Bayern de Munique entrevistar alguns jogadores. Que simples, pensei, mas até certo momento.
Os dias passam...

(...)

- Estou aqui no CT do Bayern de Munique, e ao meu lado está o goleiro Manuel Neuer. – Disse. – Neuer, como está o time neste momento? Nessa caminhada para a conquista do título?
- Estamos treinando duro, para na hora do jogo fazermos o nosso melhor. Estamos confiantes, e o Bayern leva essa. – Neuer.
- Obrigada. Então é isso. O Bayern de Munique não joga essa semana. – Disse.

(...)

- Perfeito, Natasha! – Disse Endy. (editor chefe)
- Obrigada. – Disse.

Peguei meu carro e fui para casa.

- Se arruma! – Disse Philipe.
- Arrumar? Pra onde, menino? – indaguei.
- Vamos a uma festa de aniversário. É do Toni Kroos. – Philipe.
- Eu não vou! – Disse.
- E por que não iria? Poxa Natasha, você adora ir a festas! – Phil.
- Mas nessa não vou! Fala sério, nem conheço o cara. Não conheço ninguém, além de você que vai estar naquela festa! – Disse.
- Se arruma logo... – Phil.
-Cadê o pai? – Perguntei.
- Está em uma reunião. Agora vai se arrumar criatura. – Phil.

*Jogo uma almofada em Philipe.*

- Vai ter volta! – Phil.

Subi as escadas, fui para meu quarto e joguei minha bolsa na cama e fui para o banho. Eu senti que deveria ir, mas não estava a fim. Visto algo simples, um vestido e all star.

(...)

Na festa fico grudada com Phil, aliás, não conhecia ninguém. 

- Phil! - Kroos.
- Kroos! Feliz aniversário! - Philipe. - Quero que conheça minha irmã, Natasha.
- Olá, Natasha! Prazer. - Kroos.
- Oi. Feliz aniversário! - Disse.

Procuramos um lugar para sentar, estava quieta, só queria chegar em casa e capotar na cama.
Até que... O avisto. Era ele! Sim! Era Thomas! Mas ele estava com uma loira ao seu lado... Quem seria ela? Desvio o olhar, mas olho novamente, e lá estava Thomas olhando para mim; percebo que ele me reconhece, com certeza. Jesus, Maria, José! Que negócio estranho, pensei. 

- Vamos dançar? - Phil.
-Ah, não! Isso não! - Disse.

Phil me puxa e vamos dançar.

- Vou ao banheiro. - Disse.

Na verdade, saio do salão de festa e vou para fora, tomar um ar.

- Está linda. - Thomas.
- Ah... Obrigada... - Disse.
- A lua está... Magnífica! - Thomas.
- Verdade, por isso que vim para cá. - Disse.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 5

Fim de jogo. Bayern de Munique 3 X 2 ‘Turn- und Sportverein München von 1860’. Acompanho meu pai até os vestiários. Fiquei do lado de fora.

- Parabéns a todos! Com força e determinação viramos o jogo, que continuemos sempre assim. Que jamais falte raça e garra! Vamos ser campeões! – Fernando.
- É isso aí. Vacilamos no começo, mas tivemos força e vontade para vencer. – Lahm.
- Cadê o Müller? – Neuer.

Estava do lado de fora, mexendo no celular, torcendo para não barrar com nenhum jogador, só queria entrar lá naquele vestiário e abraçar meu irmão, Philipe. Penso em esperar meu pai nas arquibancadas, me viro e dou de cara com ele... Com o loirão, Thomas.

- Desculpa! – Thomas.
- Não... Foi nada. – Disse.
- É a filha do senhor Reverbel? – Thomas.
- Sim... Por que? – Indaguei.
- Te vi sentada ao lado dele na arquibancada e... – Thomas. – Você é a cara dele... – abre um sorriso.

Não sabia o que responder.

- Bom, é melhor eu ir, não quero atrapalhar seu horário, certamente ainda tem o banho. – Disse.
- Estou tão suado assim? – Thomas.
- Não é isso... Desculpa, mas... – Disse.
- Ei... Tudo bem, relaxe. Bom, eu vou lá. Até mais. – Thomas.

Mas o que você fez hein dona Natasha Nunes Reverbel? Agora ele acha que o chamei de fedido. Mas que coisa.

(...)

- Natasha?! – Philipe.
- Phil! – Disse.

Corri ao seu encontro. Ah que saudades que eu estava do meu Phil, do meu chato, irritante, mas que eu amo, e que sempre fez de tudo para me proteger.

- Nossa, to vendo que vou ter trabalho para cuidar de você aqui hein? – Philipe.
- Falo nada ok? – Disse.

(...)

- Phil... Você vem? – Lahm.
- Não! Vou pra casa, matar a saudade da minha irmã, amanhã a gente se fala! – Philipe.

- Ei... Pode sair com seus amigos, você vai ter muito tempo pra mim. – Disse.
- Não... Eu também vou ter muito tempo para sair com eles... – Phil.
- Vai lá, comemorar a vitória de hoje, quando voltar colocamos o assunto em dia. Vai... – Disse.
- Tá... Depois não reclama. – Phil.
- Vai logo. – Disse.

E assim, Phil sai, e meu pai e eu vamos para um restaurante onde jantamos.
Já em casa...

“ Oi Diário Verde,
Nossa, que dia! Estou muito orgulhosa de meu irmão! Entrou no jogo, e foi decisivo. Aconteceram coisas meio estranhas, mas isso é a parte. Amanhã começo a trabalhar, estou ansiosa. Mas Deus está no controle. Vou dormir.

Natasha Reverbel.”

Não consegui dormir. Estava atordoada com meus pensamentos. Ansiosa por amanhã, e... Pensando até demais na conversa com Thomas.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 4

(...)

Depois de cinco horas de passeio, a fome bate.



- Será que não tem nenhum restaurante neste guia? Como é que pode? Ah, finalmente achei! Joelho de porco? Como é que é? ‘O tradicional joelho de porco, é uma das delícias alemãs’. Poxa, eu só queria um feijão tradicional... Não tem um restaurante brasileiro por aqui? Bom, vai esse mesmo! – Disse.



Sigo para um restaurante. Peço joelho de porco, olho com uma cara de... Nojo... Bem, ela me alimento, e aprovo.



- Espero que não me dê uma indigestão! – Disse.



E lá vai mais cinco horas de passeio. Chego ''morta'' em casa.


- Pai? Cadê você? – Disse.


Não o encontro em lugar algum, até que vejo um bilhete na geladeira.


“Minha linda, fui no clube e chegarei mais tarde, pois tenho reunião. Se quiser pedir algo para comer fique a vontade, na primeira gaveta do lado esquerdo do armário, tem uma lista com telefones de restaurantes. Se cuide.

Seu pai, Fernando Reverbel.”



- Quero nem ver comida por hoje! Aquele joelho de porco tá “pesando” meu estômago! – Disse.

Vou dormir. No meio da noite, tenho um sonho. Estava vendo o pôr do Sol. E aquilo, fazia imaginar, sonhar. De repente, chega um homem, alto e loiro, com uma voz suave ao ouvir. Seu olhar possuia um brilho intenso, era como a luz do Sol. Sua fala era a mais bela melodia, melodia suave. Esse homem passou sua mão sobre meu ombro, olhava em meus olhos e dizia...

- “Você foi um presente de Deus... Amo amar você... Somos tão dependentes um do outro, como a abelha e o mel.... Estrela e o céu... "


Acordo assustada.


- Meu Deus, que sonho foi esse? – Disse.

Amanhece. Dia do jogo. Bayern de Munique iria enfrentar o ‘Turn- und Sportverein München von 1860’, seu inimigo.

(...)

-Filha, vamos! Senão nos atrasaremos! – Fernando.
- Já vai! To procurando meu celular... Achei! – Disse.

(...)

No jogo, Bayern de Munique perdia de 2 a 0 para o ‘Turn- und Sportverein München von 1860’, no primeiro tempo. Philipe entraria no segundo tempo, juntamente com ele, Thomas Müller. Depois dessa mudança, Bayern de Munique empata o jogo. Faltava apenas três minutos para o fim do jogo, quando alguém faz o passe para Müller, e o camisa 25 marca seu gol. Na hora da comemoração, ele olha para as arquibancadas, e avista-me. Nossos olhares se cruzam. O jovem loiro de 22 anos, uniformizado de vermelho, desperta dessa ''transe'' de olhares e volta para o jogo. Meu Deus, o que foi isso? E que loirão hein? Eu o conheço, eu o vi jogar na Copa do Mundo de 2010, pela Alemanha... E aqui está ele, pensei.



Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 3

- Ah, finalmente em casa! Dia perfeito! Estava precisando disso. – Disse jogando minha bolsa na cama.



Entro em meu Twitter e posto algumas fotos tiradas em ‘Garmisch Partenkirchen’. Uma das legendas dizia: “Energias renovadas! (=”. E realmente, aquele lugar renovou minhas energias. A noite já havia caído. Desligo meu note e vou até a janela de meu quarto, observo as estrelas que uma a uma iam exalando seu brilho. O luar, ah como estava bela a Lua daquela noite. E ainda tem gente que não dá valor aos pequenos detalhes... Às coisas simples... Esses sim são os mais belos, refleti. A cortina é fechada, e vou em direção ao banheiro. Uma longa olhada no espelho que refletia minha imagem. Uma imagem diferente, de uma mulher que naturalmente foi transformada. Essa mulher agora se sentia mais confiante em viver...


O Sol nasce, pássaros começam a cantarolar, e com esse som natural, desperto de meu sono.


- Guten Morgen Natasha! Guten Morgen Munique! – Disse.


Levanto, jogo meu cobertor verde limão para o lado, deixando de lado também a preguiça. Banho tomado, cabelo trançado, look formado, hora de enfim, sair para a continuação de meu tour por Munique.


- Guten Morgen. – Disse.
- Guten Morgen filha! – Fernando. - Filha... É impressão minha ou...
- Ou...? – Disse.
- Você está diferente?! – Fernando.
- Sim! – Disse confiante e com um sorriso em meu rosto.
- Que maravilha, minha flor de primavera! – Fernando.
- Maravilha é esse cheirinho de ‘der Kaffee’ (café) exalando aqui na cozinha. – Disse.
- Hummm... É verdade! O ‘das Frühstück’ (café da manhã) ala Fernando Reverbel. – Fernando.
- Falou chique agora hein! Vou assistir um pouco de televisão... – Disse.



Ando em direção a sala. Depois de assistir o noticiário das oito, tomar meu café da manhã, sigo para as ruas de Munique em meu carro. Meu destino, o ‘palácio Nymphenburg’, situado a noroeste de Munique. Nymphenburg, construído em 1664, foi à residência de verão dos reis da Bavária... De arquitetura belíssima, entre suas principais atrações estão valiosas telas de mestres da pintura, louças imperiais, uma grande coleção de carruagens e jardins primorosos. Jardins primorosos? Perfeito, baby! Lia o guia da cidade, na página que falava desse palácio. Depois de ficar fascinada por aquele lugar, meu próximo destino seria o ‘Residenz’, principal palácio urbano de Munique. Mais de 100 quartos desta residência real estão abertos à visitação. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária.Eu quero mesmo é ver o ‘ Grottenhoff’, fala sério! Esse jardim parece surreal, é ornado com maravilhosa fonte de bronze.
Fotos e uma bela observação era o que não faltava. Meus passos por ‘Residenz’ terminaram no ‘Antiquarium’, mais impressionante salão do ‘Residenz’, um local deslumbrante, por mais que seja uma biblioteca ornada com bustos de líderes romanos e gregos.

No Centro de Treinamento do Bayern de Munique...

- É sua irmã? – Perguntou Neuer.
- Sim! Chegou de viagem na quarta, to louco pra ver ela! Amanhã ela vem no jogo. – Philipe.
- Ela é linda... Com certeza namora! – Disse Lahm.
- Opa... Parou! Sou um irmão ciumento! Namora nada. É melhor assim. – Philipe.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 2.

- Guten Morgen, Natasha! (Bom dia)– Disse, sentando na cama. – Vamos curtir Munique hoje né? Sol já tá brilhando... E bem na minha cara, argh!

Abro a cortina do meu quarto, e fecho os olhos ao ver a claridade invadindo aquele lugar. Entra no banheiro e depois de longos trinta minutos, finalmente saio do banho, visto algo confortável, ou seja, short jeans e por baixo meia calça fina preta, all star nos pés, e uma camiseta polo, pois iria começar meu tour por Munique. Desço as escadas para tomar meu ‘das Frühstück ‘ (café da manhã).


- Guten Morgen! – Disse abraçando meu pai.
- Bom dia minha filha. – Disse Fernando beijando minha testa. – Vamos tomar logo o café da manhã!

Na mesa...


- Me passe o ‘der Saft’ (suco), bitte (por favor) – Disse.
- Aqui está! – Fernando.
- Danke! (obrigada!)– Brunna.
- E aí... Pronta pra conhecer Munique? – Fernando.
- Sim! Não vejo a hora de explorar isso aqui! – Disse.
- Tenho um presentinho pra você. Termine de comer, e vá ao meu encontro, na garagem. – Disse Fernando se retirando.
- Surpresa? O que será? – Disse.


Desço até a garagem e vejo aquele carro lindo! Um ‘Mini Cooper’, cor branco com detalhes preto, a minha cara!


- Pai... É perfeito! – Disse.
- E é seu. – Disse Fernando entregando-me as chaves do carro, o qual batizei de Matilda.

Sem demora, subi e peguei minha bolsa, voltei e liguei a Matilda.

- Aonde você vai mocinha? - Disse Fernando.
- Vou até ‘Garmisch Partenkirchen’... Eu vi em um guia, fica a noventa minutos daqui, parece um bom lugar para sentar e refletir a vida. – Respondi.


E não demorou muito, e já estava na estrada. Precisava relaxar, coloquei para tocar no meu iPod, a ‘Nona Sinfonia de Beethoven’. Senti uma vontade enorme de tocar o velho piano pertencente ao meu tataravô paterno, um músico que marcou a história da música em Gramado, RS. Depois de longos noventa minutos, avisto uma obra prima da natureza. Velocidade reduzida, para apreciar a sensação de magia que aquele lugar oferecia. Finalmente consigo achar um lugar perfeito para estacionar meu carro, ou melhor, a ‘Matilda’. Ligo minha máquina fotográfica e observo cada detalhe daquele lugar. Parei para fotografar um casal que morava naquela cidade, mas o que mais me chamou a atenção foram os trajes típicos daquele senhor. Casas decoradas por todas as partes, bonecas antigas, a arquitetura, e o mais espetacular: os Alpes. Estava realmente fascinada! Meus olhos refletiam um brilho admirável. Em uma praça deserta, sento-me  na grama verde, abro minha bolsa e pego um velho caderno. Era tão velho que parecia que foi pego lá no fundo do baú, e começo a escrever naquele caderno.



“Nossa, incrível como tudo, tudo mesmo, aqui é tão belo. Faltam-me palavras no vocabulário para descrever a sensação que estou sentindo neste momento. É como se... Minhas energias estivessem se renovando naturalmente, a cada respiração minha nesse ar... Bom, vou começar meu desabafo... Colocar tudo o que está preso dentro de mim, aqui. Preciso me entender, colocar minha vida no lugar, minha vida está como um porão... Precisa de uma limpeza geral, tirar todo esse pó, deixar só o necessário... Deixar apenas o que me fez bem, e esquecer o que me fez mal. Jogar fora lembranças desnecessárias, apagar de minha mente certas coisas... Ah, e eu quero um amor, um amor verdadeiro e que dure... Um amor onde eu possa mergulhar, sem nenhum receio... Não pode e nem quero que haja sequer medo em minha vida. Continuo a menina teimosa de sempre, acho que isso foi a única coisa que permaneceu... Insistirei na caminhada... Não desistirei, sei que um dia serei feliz com alguém. Mesmo que esse dia demore... Mas esperarei, e a cada dia, com a ajuda de Deus, minhas forças se renovarão, para assim, eu não me cansar de esperar...”



E esse foi meu desabafo, as palavras escritas naquele caderninho velho. Palavras que estavam presas.
Depois de passar o dia inteiro em ‘Garmisch Partenkirchen’, resolvo finalmente voltar para casa, em Munique. No meio do caminho, fico paralisada. Uma cena da natureza me deixa estática: o pôr do Sol. Paro meu carro só para observá-lo. Um sorriso brota em meu rosto.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 1


Prefiro ‘All Star’ a salto alto; calças e camisetas a vestidos; pareço ser forte, mas ninguém é de ferro. Há oito anos minha família se separou. Morávamos todos em Gramado, Rio Grande do Sul; família perfeita pode-se dizer, até que um dia meus pais se separaram; minha mãe se mudou para a França, e três anos depois, meu pai, Fernando Reverbel, e meu irmão Philipe vão para Alemanha, e eu? Fiquei em Gramado com minha vó, Marisa. Mas de dois anos para cá, tive que tomar uma grande decisão: deixar o Brasil, deixar minha vó.  Meu pai é presidente de um time de futebol de Munique, o Bayern de Müchen, e como me formei em jornalismo, mas na área de esportes, meu futuro promissor seria na Alemanha, perto do meu pai e Philipe, que é jogador de futebol.
Uma mudança radical, digamos assim, na minha vida! Daqui a meia hora chego a Munique. Graças a Deus a viagem está sendo tranquila, e não senti nenhum enjoo.

No aeroporto Franz Josef...

- Natasha? – Disse Fernando.
- Pai?! – Eu disse.

Corro ao encontro de meu pai; abraço demorado, olhares, suspiros...

- Como minha princesa mudou! – Fernando.
- ... Pra melhor! Ei... Cadê o Phil? – Perguntei.
- Está de concentração! Temos jogo amanhã.
- Ai, eu morando com dois homens compromissados? Só pra te lembrar, eu continuo a Natasha carente de sempre ok? – Disse.
- *Fernando não conteve o riso* Sim filha! Agora vamos para casa? – Fernando.
- Casa? Eu queria um tour por Munique primeiro. – Disse.
- Você terá muito tempo para isso minha filha. Já está escurecendo, você deve estar cansada da viagem e com fome... Amanhã você vai explorar essa cidade, que tal? – Fernando.
- Ai... *suspiros* ok ok! Você venceu. – Disse.

Fernando envolve seu braço direito em meu ombro e vamos em direção ao estacionamento. Vinte minutos passados e finalmente chegamos. Lógico que soltei um ‘’ual!” ao avistar a casa de meu pai, que a partir de agora, também seria minha.

- Este é o seu quarto. – Disse Fernando abrindo a porta de um dos quartos da casa. – Sinta-se a vontade. Vou fazer nosso jantar típico brasileiro... Ou você prefere que eu faça um ‘Sauerkraut’? - Fernando
- CHUCRUTE? Pai, você sabe que eu ODEIO isso! – Disse com um olhar de raiva.
-Eu sei disso! Por isso mesmo que citei... – Disse Fernando saindo do quarto.

Meu pai não mudara mesmo. Abro as cortinas e avisto uma paisagem linda, uma honra acordar e avistar aquela imagem. Em meio a bagunça das malas, acho meu Diário Verde.

“Querido Diário Verde,
Munique é uma cidade linda! Em uma aula de Inglês minha, na sétima série, a professora havia falado da ‘Oktoberfest’. É um festival de cerveja. E sabe onde acontece? Aqui em Munique! Nossa, que mundo pequeno, não? Munique é a cidade mais bonita de toda a Alemanha, segundo muitas pessoas. Munique é uma cidade cheia de tradições, e estou mega disposta a conhecê-las cada uma, e de modo possível participar. Eu to, é louca para visitar um castelo de contos de fada em pleno século 21, o ‘Neuschwanstein’, pesquisei mais sobre esse castelo e descobri que foi construído em 1869, por Ludwig, conhecido como ‘O Rei Louco da Baviera’. Dizem que foi neste palácio que ‘Disney’ se inspirou para construir o castelo de seu parque temático.  Só sei que quero que amanheça logo para começar meu tour por Munique, ou, como chamam aqui, ‘München’. Até logo.

Natasha Reverbel
 

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