Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 2.

- Guten Morgen, Natasha! (Bom dia)– Disse, sentando na cama. – Vamos curtir Munique hoje né? Sol já tá brilhando... E bem na minha cara, argh!

Abro a cortina do meu quarto, e fecho os olhos ao ver a claridade invadindo aquele lugar. Entra no banheiro e depois de longos trinta minutos, finalmente saio do banho, visto algo confortável, ou seja, short jeans e por baixo meia calça fina preta, all star nos pés, e uma camiseta polo, pois iria começar meu tour por Munique. Desço as escadas para tomar meu ‘das Frühstück ‘ (café da manhã).


- Guten Morgen! – Disse abraçando meu pai.
- Bom dia minha filha. – Disse Fernando beijando minha testa. – Vamos tomar logo o café da manhã!

Na mesa...


- Me passe o ‘der Saft’ (suco), bitte (por favor) – Disse.
- Aqui está! – Fernando.
- Danke! (obrigada!)– Brunna.
- E aí... Pronta pra conhecer Munique? – Fernando.
- Sim! Não vejo a hora de explorar isso aqui! – Disse.
- Tenho um presentinho pra você. Termine de comer, e vá ao meu encontro, na garagem. – Disse Fernando se retirando.
- Surpresa? O que será? – Disse.


Desço até a garagem e vejo aquele carro lindo! Um ‘Mini Cooper’, cor branco com detalhes preto, a minha cara!


- Pai... É perfeito! – Disse.
- E é seu. – Disse Fernando entregando-me as chaves do carro, o qual batizei de Matilda.

Sem demora, subi e peguei minha bolsa, voltei e liguei a Matilda.

- Aonde você vai mocinha? - Disse Fernando.
- Vou até ‘Garmisch Partenkirchen’... Eu vi em um guia, fica a noventa minutos daqui, parece um bom lugar para sentar e refletir a vida. – Respondi.


E não demorou muito, e já estava na estrada. Precisava relaxar, coloquei para tocar no meu iPod, a ‘Nona Sinfonia de Beethoven’. Senti uma vontade enorme de tocar o velho piano pertencente ao meu tataravô paterno, um músico que marcou a história da música em Gramado, RS. Depois de longos noventa minutos, avisto uma obra prima da natureza. Velocidade reduzida, para apreciar a sensação de magia que aquele lugar oferecia. Finalmente consigo achar um lugar perfeito para estacionar meu carro, ou melhor, a ‘Matilda’. Ligo minha máquina fotográfica e observo cada detalhe daquele lugar. Parei para fotografar um casal que morava naquela cidade, mas o que mais me chamou a atenção foram os trajes típicos daquele senhor. Casas decoradas por todas as partes, bonecas antigas, a arquitetura, e o mais espetacular: os Alpes. Estava realmente fascinada! Meus olhos refletiam um brilho admirável. Em uma praça deserta, sento-me  na grama verde, abro minha bolsa e pego um velho caderno. Era tão velho que parecia que foi pego lá no fundo do baú, e começo a escrever naquele caderno.



“Nossa, incrível como tudo, tudo mesmo, aqui é tão belo. Faltam-me palavras no vocabulário para descrever a sensação que estou sentindo neste momento. É como se... Minhas energias estivessem se renovando naturalmente, a cada respiração minha nesse ar... Bom, vou começar meu desabafo... Colocar tudo o que está preso dentro de mim, aqui. Preciso me entender, colocar minha vida no lugar, minha vida está como um porão... Precisa de uma limpeza geral, tirar todo esse pó, deixar só o necessário... Deixar apenas o que me fez bem, e esquecer o que me fez mal. Jogar fora lembranças desnecessárias, apagar de minha mente certas coisas... Ah, e eu quero um amor, um amor verdadeiro e que dure... Um amor onde eu possa mergulhar, sem nenhum receio... Não pode e nem quero que haja sequer medo em minha vida. Continuo a menina teimosa de sempre, acho que isso foi a única coisa que permaneceu... Insistirei na caminhada... Não desistirei, sei que um dia serei feliz com alguém. Mesmo que esse dia demore... Mas esperarei, e a cada dia, com a ajuda de Deus, minhas forças se renovarão, para assim, eu não me cansar de esperar...”



E esse foi meu desabafo, as palavras escritas naquele caderninho velho. Palavras que estavam presas.
Depois de passar o dia inteiro em ‘Garmisch Partenkirchen’, resolvo finalmente voltar para casa, em Munique. No meio do caminho, fico paralisada. Uma cena da natureza me deixa estática: o pôr do Sol. Paro meu carro só para observá-lo. Um sorriso brota em meu rosto.

1 Response to

18 de junho de 2012 às 13:09

quero mais u-u

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