Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 10

Confesso que o coração é bobo, e quando menos esperamos, somos acertados em cheio pela flecha do querido Cupido... Ás vezes ele está certo, mas muita das vezes ele se engana... E agora? Estaria apaixonada por um belo alemão com um sorriso encantador, um olhar fascinante e irresistível, e claro... Que era casado. Como você pode, Natasha? O beijo, a entrevista, aquela conversa, não saiam da minha mente. Só precisava de um abraço da minha avó, mas ela está tão longe...
Ufa! Hora de voltar para casa. Depois de alguns minutos, finalmente chego em casa. Depois de um longo banho, coloquei uma ótima música para tocar e fui expressar tudo o que estava preso dentro de mim, orando.

“Hoje faz uma bela noite. A lua está magnífica (como sempre a natureza dando seu espetáculo!). A brisa sopra. Folhas estão sendo levadas. Pensamentos vão e vem. E nada... Nada está igual. Devo sentir raiva de mim? Do meu coração, por ser tão burro? Mas POR QUÊ? Só queria entender isso... Estou pagando algum pecado? Por que tudo não pode ser tão simples? Meu Deus! Eu confio tanto em Ti, mas por que isso? Acredito que Tu ainda me fará muito feliz, mas acho que, não! Eu não acho nada, tenho que parar de opinar e deixar o Senhor na frente de tudo. Entrego minha vida, minhas preocupações e ansiedades aos Teus pés, E QUE SEJA FEITA A TUA VONTADE. Amém.”

Ah, estava me sentindo mais leve. Nada como orar, clamar a Deus para tudo ficar bem. Não sei qual o propósito de Deus em tudo isso, mas nada é em vão, eu sei.
AI QUE FOME!
Desço para o jantar. Só encontro meu pai na cozinha.

-Cadê o Phil? – Pergunto.
-Está de concentração, ele estava esperando você para se despedir, mas você demorou a chegar. – Respondeu Fernando.
-Ah sério? Poxa, queria dar pelo menos um abraço nele... Hum, o que está cheirando aí? – Disse.
-Está tudo bem, filha? O que está cheirando? O feijão típico brasileiro. – Fernando.
-Sim pai! Opa. To cheia de fome. – Disse rindo.

Jantamos. Logo após, fomos assistir a um filme. Eu e meu pai, meu pai e eu. Quanto tempo não fazia aquilo?
Meu pai é um homem incrível! Sabe me deixar bem e me fazer feliz sempre. O homem dos sonhos de toda mulher. Tenho sorte de ter o sangue dele, de ser filha dele. Para mim, é simplesmente uma honra.


   Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 9

É inevitável não pensar no beijo. Naquele beijo.
Mas meu foco não deveria ser aquilo, e sim meu trabalho. Trabalho? Estou atrasada! Desço correndo as escadas, tropeço nos próprios pés, mas chego à garagem onde Matilda está estacionada.

*No trabalho*

- Natasha! Boa tarde. – Disse Melanie.
- Boa tarde Mel, quase que não chego... Ei, está editando o que? – Disse.
- Ah, uma entrevista do Pablo com o jogador Thomas Müller, senta aqui e vem ver que legal que ficou. – Respondeu Melanie.

Thomas Müller, aquele nome me perseguia?
Sentei ao lado de Mel e comecei a assistir a entrevista.

“Pablo: E o que te dá forças para estar aonde está?
Thomas: Minha família, minha esposa...”

Es...Esposa? Ele disse, esposa? Isso mesmo? Ouvi direito? Eu beijei e estaria apaixonada por um homem casado?! Isso não poderia estar acontecendo.

Aquela tarde foi a mais longa de minha vida. Concentrar no trabalho não foi fácil, mas profissionalismo em primeiro lugar. Ao invés de voltar para casa, fui para uma rua totalmente tranquila.
Ventava. E o vento ia carregando as flores. Ouço passos atrás de mim. Sabia quem era.

- Sobre o beijo... – Disse Thomas.
- Me desculpe, não deveria ter retribuído... Você é casado. – Disse.
- Eu sei. E por isso estou aqui me desculpando. – Thomas.
- Não é a mim que deves pedir desculpas, e sim à sua mulher. – Disse.

Thomas não esperava aquela minha resposta.

- Você é imprevisível. E isso é bom. – Thomas.

Virei-me, e fiquei de frente com ele.

- É mesmo? – Disse.
- Sim. Você me surpreende. – Disse Thomas se aproximando.
- Não chega perto, por favor. – Disse.
- Tudo bem. Mas ainda não acabou. Ainda é o começo... – Disse Thomas se retirando.

O começo do que? E ainda não acabou o que? Aquele homem queria me enlouquecer, isso sim.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 8

- Vó! Que saudades! – Disse.
- Saudades de você também! E como estão as coisas aí em Munique? Trabalho? Fernando e Phil? – Marisa.
- Está tudo ótimo! Ai vó, to com tantas saudades viu? Mas agora tenho que ir. Amanhã vou trabalhar cedinho. – Disse.
- Ok! Cuide-se viu? Vovó tá orando por você! – Marisa.
- Obrigada! Te amo muito! – Disse, enxugando uma lágrima que rolara pelo meu rosto.
- Amo-te! – Marisa.

*Natasha está off-line*

Desliguei o notebook e fui orar. Dobrei os joelhos.

- Oi Deus, sou eu. Em meio as lutas eu vou triunfar pois minha vida está em Tuas mãos. Não temerei mal algum, e sei que a minha vitória irá chegar. Me dê uma boa noite de sono, e obrigada por mais um dia. Louvado seja o Teu nome. Amém. – Orei.

Hora de dormir. Tenho outro sonho. O mesmo loiro de um sonho passado estava nele.

“ – Estou aqui, vou te abraçar até a dor passar. – disse o loiro”

O dia amanhece, e recordo-me do sonho.

- O mesmo loiro. Credo. – Disse.

(...)

Depois de uma manhã de trabalho, chego em casa muito cansada, mas queria visitar o castelo ‘Neuschwanstein’, a dias queria ir à aquele lugar.

- Boa tarde, filha! Está tudo bem? Passou estresse hoje no trabalho? – Fernando.
- Tá... Tá... Tá tudo bem sim... Eu vou... Tomar um banho! – Disse, minha voz mal saia , passava as mãos lentamente em meus cabelos, estava confusa, pensava no sonho.



Subir as escadas pareceu uma eternidade. Nossa finalmente cheguei ao meu quarto, só preciso de um longo banho, e me arrumar para a visita ao castelo, pensei jogando sua bolsa no chão.
Um bom banho demorado. O vapor me consumia, isso servia de tranquilizante.


Lá fora fazia um dia lindo. Ensolarado. Perfeito. Típico para uma tarde de passeio. Uma visita até o ‘Castelo Neuschwanstein’.



- Não posso me esquecer da máquina fotográfica e, claro, chaves do carro né dona Natasha Reverbel? – Disse.


Ao chegar ao castelo, fui destaque. Por ser a única brasileira visitando aquele lugar, naquele dia.
Em um momento de distração...


- Natasha? – Thomas.
- Thomas? Que surpresa! – Natasha
- Surpreso em me ver? Fiquei sabendo que você fará uma entrevista comigo... – Thomas.
- Sim. – Disse sem jeito.
- Está meio perdida aqui? – Thomas.
- Não... Eu to com o guia do castelo em mãos... – Natasha.
- Mas um guia em carne e osso é melhor não? – Disse Thomas caindo na risada.
- Bem... – Disse.
- Então? – Disse Thomas estendendo seu braço.
- Okay então! – Disse.


Thomas me mostrou cada detalhe daquele lugar. Fui informada que não poderia tirar fotos do interior, uma pena, mas imagens daquele castelo ficarão gravadas para sempre em minha memória.


*Do lado de fora*


- Que foi? – Disse quando percebi que os olhos de Thomas estavam sobre mim.
- Nada... Só apreciando... – Thomas.
- Acho que está olhando pro lado errado... – Natasha.

Antes mesmo que pudesse terminar de falar, estava sentindo os lábios dele tocando nos meus. Um beijo suave. Um beijo desejado. A cena mágica acaba, após uma recuada minha.

Corro em direção a Matilda, e vou para casa.

- Mas o que foi aquilo? Eu não acredito! – Disse batendo no volante.

Ao chegar em casa, corro para o quarto com a desculpa que precisaria mandar um e-mail para Melanie, uma das colegas de trabalho.

Aconteceu... Um beijo, um único beijo. Um beijo com sentimentos, emoções. Foi bom, eu confesso. Mas me sinto culpada... Por que será?, pensei.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 7

- Não te esperava encontrar aqui. – Disse Thomas.
- Nem eu! Vim mesmo por causa que Phil insistiu... – Respondi. – Vou entrar...
- Eu já vou também. – Disse Thomas.

Entramos. Duas horas se passam, e Phil resolve ir embora.
Já em casa, jogo-me na cama, e ali mesmo fico, com a roupa da festa. Simplesmente, peguei no sono.

- Natasha... Acorda, filha! – Fernando.
- Hein? Hãn? Oi? – Disse atordoada.
- O sol está raiando. Já amanheceu! – Fernando.
- Já? Graças a Deus não vou trabalhar hoje! Vou curtir Munique! – Disse levantando da cama e seguindo ao banheiro.

Banho tomado, cabelo arrumado, roupa vestida, tênis calçado, café da manhã tomado.
Ligo Matilda e vou para a rua ‘Neuhauser Strasse’, uma rua de total exclusividade para pedestres. Lá, encontra-se muitos restaurantes e comércio muito diversificado, além de barraquinhas na rua oferecendo desde lanches rápidos até flores e blá, blá, blá.
Sento-me em um banco que havia naquela rua, olhava para o lado e via flores, aquele aroma de buvárdias exalando forte me agradava. Abro minha bolsa e procuro meu celular.


- Uma flor para outra flor! – Thomas Müller.
- Hãn? Danke! (Obrigada!) – Disse tímida.
- Bitte schön. (De nada) – Thomas. – Posso sentar-me ao seu lado?
- Ah... Claro! – Disse, retirando minha bolsa do banco e colocando em meu colo. Logo depois cheiro a buvárdia.
- Gosta de flores? – Thomas.
- Amo... Elas têm uma coisa que me fascina! – Disse.
- Verdade. – Thomas.



Deixo cair meu guia da cidade no chão ao voltar a mexer em minha bolsa. Simultaneamente, nos abaixamos para pegar o guia. O toque das mãos fora inevitável, assim como a bochecha demonstrando vergonha da pele branca de Thomas.


- Danke! – Disse
- Tá agradecendo pelo que? Eu nem peguei seu guia... – Thomas.
- Mas iria pegar... – Disse.


Um silêncio.


- Já visitou o castelo ‘Neuschwanstein’? – Thomas.
- Não! Mas vou lá amanhã à tarde. – Disse.
- Sério que você vai lá amanhã? Eu também irei lá amanhã! – Thomas.
- Quem sabe não nos encontramos por lá? – Disse.
- Se assim quiser o destino... – Thomas. – Vem comigo...
- Aonde? – Indaguei.

Estava cometendo uma loucura seguindo Thomas?
Pegamos o bonde ‘Strassenbahn 17’. Nosso destino, o ‘palácio Nymphenburg’, situado a noroeste de Munique. 

- No guia diz que Nymphenburg, construído em 1664, foi à residência de verão dos reis da Bavária... De arquitetura belíssima, entre suas principais atrações estão valiosas telas de mestres da pintura, louças imperiais, uma grande coleção de carruagens e jardins primorosos. Jardins primorosos? Perfeito, baby! – Disse.

 Depois de ficar fascinada por aquele lugar, nosso próximo destino seria o ‘Residenz’, principal palácio urbano de Munique. 

- Mais de 100 quartos desta residência real estão abertos à visitação. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária. – Thomas.

- Eu quero mesmo é ver o ‘ Grottenhoff’, fala sério! Esse jardim parece surreal, é ornado com maravilhosa fonte de bronze. - Disse.

Fotos e uma bela observação era o que não faltava. Nossos passos por ‘Residenz’ terminaram no ‘Antiquarium’, mais impressionante salão do ‘Residenz’, um local deslumbrante, por mais que seja uma biblioteca ornada com bustos de líderes romanos e gregos.

- Por que me trouxe aqui? – Perguntei.
- Sabe quando você vê algo em alguém que nunca viu isso antes em outro alguém? – Thomas.
- Acho que sim. – Disse.
- Está escurecendo, preciso ir pra casa, amanhã tenho treino bem cedo. – Thomas.
- Você não terminou de falar... – Disse.


Pegamos o bonde de volta à rua ‘Neuhauser Strasse’ onde meu carro estava estacionado.

- Onde deixei meu carro? Matilda, cadê você?! – Disse.
- Você fala de um ‘Mini Cooper’ branco com detalhes preto? – Thomas.
- Ja (Sim) – Disse.
- Está logo ali. – Thomas, apontando em direção ao carro. – Você é a primeira pessoa que conheço que deu um nome pessoal ao carro.

Não consigo impedir que meu sorriso brote no rosto.

 
- Bom, vou-me indo! – Disse.


Entro em meu carro, dou a partida e sigo para casa. Depois de chegar, e tomar um banho relaxante, alimentar-me, vou para meu quarto, poder então, finalmente falar com minha avó via Skype.
Meu celular apita, era uma mensagem. Estava na bolsa. Pego-o, mas uma coisa me chama a atenção: a flor que ganhei de Thomas Müller.

- Por que me levou até aquele lugar? - Disse.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 6

Um novo dia amanhece e sou apresentada para meus novos colegas de trabalho. Na reunião, conheço Tamires.

- Ah, que bom que você chegou. Estava ansiosa por ter uma brasileira trabalhando ao meu lado... – Disse Tamires.
- Isso é bom, não ficaremos sozinhas... Temos uma à outra. – Disse rindo.

E ali nascera uma grande amizade. Meu primeiro trabalho seria apenas ir no Centro de treinamento do Bayern de Munique entrevistar alguns jogadores. Que simples, pensei, mas até certo momento.
Os dias passam...

(...)

- Estou aqui no CT do Bayern de Munique, e ao meu lado está o goleiro Manuel Neuer. – Disse. – Neuer, como está o time neste momento? Nessa caminhada para a conquista do título?
- Estamos treinando duro, para na hora do jogo fazermos o nosso melhor. Estamos confiantes, e o Bayern leva essa. – Neuer.
- Obrigada. Então é isso. O Bayern de Munique não joga essa semana. – Disse.

(...)

- Perfeito, Natasha! – Disse Endy. (editor chefe)
- Obrigada. – Disse.

Peguei meu carro e fui para casa.

- Se arruma! – Disse Philipe.
- Arrumar? Pra onde, menino? – indaguei.
- Vamos a uma festa de aniversário. É do Toni Kroos. – Philipe.
- Eu não vou! – Disse.
- E por que não iria? Poxa Natasha, você adora ir a festas! – Phil.
- Mas nessa não vou! Fala sério, nem conheço o cara. Não conheço ninguém, além de você que vai estar naquela festa! – Disse.
- Se arruma logo... – Phil.
-Cadê o pai? – Perguntei.
- Está em uma reunião. Agora vai se arrumar criatura. – Phil.

*Jogo uma almofada em Philipe.*

- Vai ter volta! – Phil.

Subi as escadas, fui para meu quarto e joguei minha bolsa na cama e fui para o banho. Eu senti que deveria ir, mas não estava a fim. Visto algo simples, um vestido e all star.

(...)

Na festa fico grudada com Phil, aliás, não conhecia ninguém. 

- Phil! - Kroos.
- Kroos! Feliz aniversário! - Philipe. - Quero que conheça minha irmã, Natasha.
- Olá, Natasha! Prazer. - Kroos.
- Oi. Feliz aniversário! - Disse.

Procuramos um lugar para sentar, estava quieta, só queria chegar em casa e capotar na cama.
Até que... O avisto. Era ele! Sim! Era Thomas! Mas ele estava com uma loira ao seu lado... Quem seria ela? Desvio o olhar, mas olho novamente, e lá estava Thomas olhando para mim; percebo que ele me reconhece, com certeza. Jesus, Maria, José! Que negócio estranho, pensei. 

- Vamos dançar? - Phil.
-Ah, não! Isso não! - Disse.

Phil me puxa e vamos dançar.

- Vou ao banheiro. - Disse.

Na verdade, saio do salão de festa e vou para fora, tomar um ar.

- Está linda. - Thomas.
- Ah... Obrigada... - Disse.
- A lua está... Magnífica! - Thomas.
- Verdade, por isso que vim para cá. - Disse.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 5

Fim de jogo. Bayern de Munique 3 X 2 ‘Turn- und Sportverein München von 1860’. Acompanho meu pai até os vestiários. Fiquei do lado de fora.

- Parabéns a todos! Com força e determinação viramos o jogo, que continuemos sempre assim. Que jamais falte raça e garra! Vamos ser campeões! – Fernando.
- É isso aí. Vacilamos no começo, mas tivemos força e vontade para vencer. – Lahm.
- Cadê o Müller? – Neuer.

Estava do lado de fora, mexendo no celular, torcendo para não barrar com nenhum jogador, só queria entrar lá naquele vestiário e abraçar meu irmão, Philipe. Penso em esperar meu pai nas arquibancadas, me viro e dou de cara com ele... Com o loirão, Thomas.

- Desculpa! – Thomas.
- Não... Foi nada. – Disse.
- É a filha do senhor Reverbel? – Thomas.
- Sim... Por que? – Indaguei.
- Te vi sentada ao lado dele na arquibancada e... – Thomas. – Você é a cara dele... – abre um sorriso.

Não sabia o que responder.

- Bom, é melhor eu ir, não quero atrapalhar seu horário, certamente ainda tem o banho. – Disse.
- Estou tão suado assim? – Thomas.
- Não é isso... Desculpa, mas... – Disse.
- Ei... Tudo bem, relaxe. Bom, eu vou lá. Até mais. – Thomas.

Mas o que você fez hein dona Natasha Nunes Reverbel? Agora ele acha que o chamei de fedido. Mas que coisa.

(...)

- Natasha?! – Philipe.
- Phil! – Disse.

Corri ao seu encontro. Ah que saudades que eu estava do meu Phil, do meu chato, irritante, mas que eu amo, e que sempre fez de tudo para me proteger.

- Nossa, to vendo que vou ter trabalho para cuidar de você aqui hein? – Philipe.
- Falo nada ok? – Disse.

(...)

- Phil... Você vem? – Lahm.
- Não! Vou pra casa, matar a saudade da minha irmã, amanhã a gente se fala! – Philipe.

- Ei... Pode sair com seus amigos, você vai ter muito tempo pra mim. – Disse.
- Não... Eu também vou ter muito tempo para sair com eles... – Phil.
- Vai lá, comemorar a vitória de hoje, quando voltar colocamos o assunto em dia. Vai... – Disse.
- Tá... Depois não reclama. – Phil.
- Vai logo. – Disse.

E assim, Phil sai, e meu pai e eu vamos para um restaurante onde jantamos.
Já em casa...

“ Oi Diário Verde,
Nossa, que dia! Estou muito orgulhosa de meu irmão! Entrou no jogo, e foi decisivo. Aconteceram coisas meio estranhas, mas isso é a parte. Amanhã começo a trabalhar, estou ansiosa. Mas Deus está no controle. Vou dormir.

Natasha Reverbel.”

Não consegui dormir. Estava atordoada com meus pensamentos. Ansiosa por amanhã, e... Pensando até demais na conversa com Thomas.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 4

(...)

Depois de cinco horas de passeio, a fome bate.



- Será que não tem nenhum restaurante neste guia? Como é que pode? Ah, finalmente achei! Joelho de porco? Como é que é? ‘O tradicional joelho de porco, é uma das delícias alemãs’. Poxa, eu só queria um feijão tradicional... Não tem um restaurante brasileiro por aqui? Bom, vai esse mesmo! – Disse.



Sigo para um restaurante. Peço joelho de porco, olho com uma cara de... Nojo... Bem, ela me alimento, e aprovo.



- Espero que não me dê uma indigestão! – Disse.



E lá vai mais cinco horas de passeio. Chego ''morta'' em casa.


- Pai? Cadê você? – Disse.


Não o encontro em lugar algum, até que vejo um bilhete na geladeira.


“Minha linda, fui no clube e chegarei mais tarde, pois tenho reunião. Se quiser pedir algo para comer fique a vontade, na primeira gaveta do lado esquerdo do armário, tem uma lista com telefones de restaurantes. Se cuide.

Seu pai, Fernando Reverbel.”



- Quero nem ver comida por hoje! Aquele joelho de porco tá “pesando” meu estômago! – Disse.

Vou dormir. No meio da noite, tenho um sonho. Estava vendo o pôr do Sol. E aquilo, fazia imaginar, sonhar. De repente, chega um homem, alto e loiro, com uma voz suave ao ouvir. Seu olhar possuia um brilho intenso, era como a luz do Sol. Sua fala era a mais bela melodia, melodia suave. Esse homem passou sua mão sobre meu ombro, olhava em meus olhos e dizia...

- “Você foi um presente de Deus... Amo amar você... Somos tão dependentes um do outro, como a abelha e o mel.... Estrela e o céu... "


Acordo assustada.


- Meu Deus, que sonho foi esse? – Disse.

Amanhece. Dia do jogo. Bayern de Munique iria enfrentar o ‘Turn- und Sportverein München von 1860’, seu inimigo.

(...)

-Filha, vamos! Senão nos atrasaremos! – Fernando.
- Já vai! To procurando meu celular... Achei! – Disse.

(...)

No jogo, Bayern de Munique perdia de 2 a 0 para o ‘Turn- und Sportverein München von 1860’, no primeiro tempo. Philipe entraria no segundo tempo, juntamente com ele, Thomas Müller. Depois dessa mudança, Bayern de Munique empata o jogo. Faltava apenas três minutos para o fim do jogo, quando alguém faz o passe para Müller, e o camisa 25 marca seu gol. Na hora da comemoração, ele olha para as arquibancadas, e avista-me. Nossos olhares se cruzam. O jovem loiro de 22 anos, uniformizado de vermelho, desperta dessa ''transe'' de olhares e volta para o jogo. Meu Deus, o que foi isso? E que loirão hein? Eu o conheço, eu o vi jogar na Copa do Mundo de 2010, pela Alemanha... E aqui está ele, pensei.



Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 3

- Ah, finalmente em casa! Dia perfeito! Estava precisando disso. – Disse jogando minha bolsa na cama.



Entro em meu Twitter e posto algumas fotos tiradas em ‘Garmisch Partenkirchen’. Uma das legendas dizia: “Energias renovadas! (=”. E realmente, aquele lugar renovou minhas energias. A noite já havia caído. Desligo meu note e vou até a janela de meu quarto, observo as estrelas que uma a uma iam exalando seu brilho. O luar, ah como estava bela a Lua daquela noite. E ainda tem gente que não dá valor aos pequenos detalhes... Às coisas simples... Esses sim são os mais belos, refleti. A cortina é fechada, e vou em direção ao banheiro. Uma longa olhada no espelho que refletia minha imagem. Uma imagem diferente, de uma mulher que naturalmente foi transformada. Essa mulher agora se sentia mais confiante em viver...


O Sol nasce, pássaros começam a cantarolar, e com esse som natural, desperto de meu sono.


- Guten Morgen Natasha! Guten Morgen Munique! – Disse.


Levanto, jogo meu cobertor verde limão para o lado, deixando de lado também a preguiça. Banho tomado, cabelo trançado, look formado, hora de enfim, sair para a continuação de meu tour por Munique.


- Guten Morgen. – Disse.
- Guten Morgen filha! – Fernando. - Filha... É impressão minha ou...
- Ou...? – Disse.
- Você está diferente?! – Fernando.
- Sim! – Disse confiante e com um sorriso em meu rosto.
- Que maravilha, minha flor de primavera! – Fernando.
- Maravilha é esse cheirinho de ‘der Kaffee’ (café) exalando aqui na cozinha. – Disse.
- Hummm... É verdade! O ‘das Frühstück’ (café da manhã) ala Fernando Reverbel. – Fernando.
- Falou chique agora hein! Vou assistir um pouco de televisão... – Disse.



Ando em direção a sala. Depois de assistir o noticiário das oito, tomar meu café da manhã, sigo para as ruas de Munique em meu carro. Meu destino, o ‘palácio Nymphenburg’, situado a noroeste de Munique. Nymphenburg, construído em 1664, foi à residência de verão dos reis da Bavária... De arquitetura belíssima, entre suas principais atrações estão valiosas telas de mestres da pintura, louças imperiais, uma grande coleção de carruagens e jardins primorosos. Jardins primorosos? Perfeito, baby! Lia o guia da cidade, na página que falava desse palácio. Depois de ficar fascinada por aquele lugar, meu próximo destino seria o ‘Residenz’, principal palácio urbano de Munique. Mais de 100 quartos desta residência real estão abertos à visitação. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária.Eu quero mesmo é ver o ‘ Grottenhoff’, fala sério! Esse jardim parece surreal, é ornado com maravilhosa fonte de bronze.
Fotos e uma bela observação era o que não faltava. Meus passos por ‘Residenz’ terminaram no ‘Antiquarium’, mais impressionante salão do ‘Residenz’, um local deslumbrante, por mais que seja uma biblioteca ornada com bustos de líderes romanos e gregos.

No Centro de Treinamento do Bayern de Munique...

- É sua irmã? – Perguntou Neuer.
- Sim! Chegou de viagem na quarta, to louco pra ver ela! Amanhã ela vem no jogo. – Philipe.
- Ela é linda... Com certeza namora! – Disse Lahm.
- Opa... Parou! Sou um irmão ciumento! Namora nada. É melhor assim. – Philipe.
 

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