Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 11


Tudo estava tão perfeito, até meu pai estar mexendo no notebook dele, e sem querer aperta play em uma música. E começa a tocar: “Aquele beijo que te dei nunca, nunca mais esquecerei...”.
Aooooo perseguição! Tinha que dar um fim nisso. Era preciso falar com Thomas. Isso. E resolver de vez.

O dia amanhece, e já que o time de Bayern de Munique viajou para outra cidade, não tinha como falar com Thomas. Droga! Teria que ir até o jogo.
O dia do jogo chega, e vou de carro até o local do jogo. Chego bem no final pra variar.

-Kross! – Gritei.
-Natasha? Você por aqui? – Disse Kross.
-É... Vim ver meu irmão... – Respondi.
-Ele já tá na ducha, vai ter que esperar. – Kross.
-Sem problemas, melhor assim. – Disse rindo.
-É... – Kross sorriu. – Vou indo, tenho que arrumar minhas coisas. – Kross.
-Ok! Até mais. – Disse.

Kross se distancia, vai em direção ao vestiário. Essa cena é interrompida quando o vejo, seu uniforme todo sujo, com certeza caiu muito no campo, havia chovido...

-O que você está fazendo aqui? – Disse Thomas.
-Precisamos conversar! – Respondi rapidamente.
-Sobre o que? – Perguntou Thomas.
-Sobre nós dois! – Respondi.
-Não dá pra conversar sobre isso aqui, e nem hoje... – Thomas.
-Mas precisamos conversar! – Disse.
-Mas agora não dá! Olha... Amanhã nós conversamos! – Disse Thomas segurando em meus ombros.
-Aonde? – Perguntei.
-Deixa que eu te procuro! Somente confia em mim. – Disse Thomas dando um breve beijo em minha testa.

Somente confiar? Que loucura!
Avisto Phil.

-Phil! – Gritei.
-Maninha! Que saudades de você. – Disse Phil me abraçando. – Ei... O que foi?
-Desde pequenos contamos tudo um ao outro... E agora não vai ser diferente... Phil, eu... To apaixonada! – Disse.
-Ora, se apaixonar é uma coisa tão normal... – Phil.
-Não quando sua irmã está apaixonada por um homem CASADO! – Disse.
-Ca... Casado? Tantos caras por aí e você foi se apaixonar por um homem casado? – Phil fez uma longa pausa - Eu sei que não mandamos no nosso coração... Mas fica tranquila, vai dar tudo certo. – Phil.
-Somente me abraça? Daqueles abraços de urso, bem confortante, que só você sabe dar esse abraço. – Disse.

E naquele instante, meu brother me abraça. Ah, me sentia protegida. Poderia ficar ali, horas e horas.

-Ei... Hoje à noite, temos uma festa para ir, o pessoal todo foi convidado, e você, como filha do presidente do clube, tem que ir obrigatoriamente. – Phil.
-Tenho é? – Disse.

Pra falar a verdade não estava nenhum pouco animada em ir a essa festa! Thomas iria estar lá, e com certeza, a esposa dele também, e se duvidar até filhos dele se ele tiver.

Aonde fui amarrar meu burro?

-Está de carro? – Phil.
-Sim, por que? Disse.
-Que tal irmos a um restaurante? Tô morrendo de fome! – Phil.
-Não é Pepsi, mas pode ser! – Disse, rindo.

E fomos almoçar. Sentamos em um lugar com uma vista privilegiada! Que paisagem. Ficamos horas e horas conversando que, quando menos percebemos, já eram cinco da tarde.

-Vamos embora, senão nos atrasamos! – Phil.

Na estrada, o sol ia dando tchau, sua beleza tornava mais radiante naquele momento.

(...)

Já à noite... Chegamos à festa, nos acomodamos. Por mais que não estava nenhum pouco animada, chegando lá me senti um pouco melhor.
Olho ao redor, e numa mesa bem distante estava Thomas e sua esposa. Eles estavam se beijando e aquela cena doeu em mim. Meus pensamentos começavam a me perturbar. Isso tudo foi interrompido com a chegada de Kross.

-Hey, Natasha! Vamos dançar? – Disse Kross com um sorriso no rosto.
-Ah... Cla...ro! – Respondi.

Parecia que Kross tinha o dom de me fazer sorrir. Me sentia bem perto dele, e ele é engraçado, então ri até a barriga doer. E quando menos percebi, estava pensando o quanto dou valor a simplicidade, e o quanto amo pessoas que me fazem sorrir e rir.
Mas, tudo que é bom, dura pouco. É o que dizem. Estava tudo tão perfeito, até Kross decidir sentar na mesma mesa que Thomas estava.

-Kross? – Disse Thomas surpreso.
-E aí? – Kross.
-Sentem-se! – Thomas.
-Não vai me apresentar quem é, Thomas? – Lisa.
-Ah... Meu amor, essa é Natasha, filha do senhor Fernando Reverbel, presidente do clube. – Thomas.
-Oi! Prazer. – Disse sorrindo, mas por dentro desejava não estar ali – E Thomas, se meu pai te pegar chamando ele de senhor...

Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 10

Confesso que o coração é bobo, e quando menos esperamos, somos acertados em cheio pela flecha do querido Cupido... Ás vezes ele está certo, mas muita das vezes ele se engana... E agora? Estaria apaixonada por um belo alemão com um sorriso encantador, um olhar fascinante e irresistível, e claro... Que era casado. Como você pode, Natasha? O beijo, a entrevista, aquela conversa, não saiam da minha mente. Só precisava de um abraço da minha avó, mas ela está tão longe...
Ufa! Hora de voltar para casa. Depois de alguns minutos, finalmente chego em casa. Depois de um longo banho, coloquei uma ótima música para tocar e fui expressar tudo o que estava preso dentro de mim, orando.

“Hoje faz uma bela noite. A lua está magnífica (como sempre a natureza dando seu espetáculo!). A brisa sopra. Folhas estão sendo levadas. Pensamentos vão e vem. E nada... Nada está igual. Devo sentir raiva de mim? Do meu coração, por ser tão burro? Mas POR QUÊ? Só queria entender isso... Estou pagando algum pecado? Por que tudo não pode ser tão simples? Meu Deus! Eu confio tanto em Ti, mas por que isso? Acredito que Tu ainda me fará muito feliz, mas acho que, não! Eu não acho nada, tenho que parar de opinar e deixar o Senhor na frente de tudo. Entrego minha vida, minhas preocupações e ansiedades aos Teus pés, E QUE SEJA FEITA A TUA VONTADE. Amém.”

Ah, estava me sentindo mais leve. Nada como orar, clamar a Deus para tudo ficar bem. Não sei qual o propósito de Deus em tudo isso, mas nada é em vão, eu sei.
AI QUE FOME!
Desço para o jantar. Só encontro meu pai na cozinha.

-Cadê o Phil? – Pergunto.
-Está de concentração, ele estava esperando você para se despedir, mas você demorou a chegar. – Respondeu Fernando.
-Ah sério? Poxa, queria dar pelo menos um abraço nele... Hum, o que está cheirando aí? – Disse.
-Está tudo bem, filha? O que está cheirando? O feijão típico brasileiro. – Fernando.
-Sim pai! Opa. To cheia de fome. – Disse rindo.

Jantamos. Logo após, fomos assistir a um filme. Eu e meu pai, meu pai e eu. Quanto tempo não fazia aquilo?
Meu pai é um homem incrível! Sabe me deixar bem e me fazer feliz sempre. O homem dos sonhos de toda mulher. Tenho sorte de ter o sangue dele, de ser filha dele. Para mim, é simplesmente uma honra.


   Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 9

É inevitável não pensar no beijo. Naquele beijo.
Mas meu foco não deveria ser aquilo, e sim meu trabalho. Trabalho? Estou atrasada! Desço correndo as escadas, tropeço nos próprios pés, mas chego à garagem onde Matilda está estacionada.

*No trabalho*

- Natasha! Boa tarde. – Disse Melanie.
- Boa tarde Mel, quase que não chego... Ei, está editando o que? – Disse.
- Ah, uma entrevista do Pablo com o jogador Thomas Müller, senta aqui e vem ver que legal que ficou. – Respondeu Melanie.

Thomas Müller, aquele nome me perseguia?
Sentei ao lado de Mel e comecei a assistir a entrevista.

“Pablo: E o que te dá forças para estar aonde está?
Thomas: Minha família, minha esposa...”

Es...Esposa? Ele disse, esposa? Isso mesmo? Ouvi direito? Eu beijei e estaria apaixonada por um homem casado?! Isso não poderia estar acontecendo.

Aquela tarde foi a mais longa de minha vida. Concentrar no trabalho não foi fácil, mas profissionalismo em primeiro lugar. Ao invés de voltar para casa, fui para uma rua totalmente tranquila.
Ventava. E o vento ia carregando as flores. Ouço passos atrás de mim. Sabia quem era.

- Sobre o beijo... – Disse Thomas.
- Me desculpe, não deveria ter retribuído... Você é casado. – Disse.
- Eu sei. E por isso estou aqui me desculpando. – Thomas.
- Não é a mim que deves pedir desculpas, e sim à sua mulher. – Disse.

Thomas não esperava aquela minha resposta.

- Você é imprevisível. E isso é bom. – Thomas.

Virei-me, e fiquei de frente com ele.

- É mesmo? – Disse.
- Sim. Você me surpreende. – Disse Thomas se aproximando.
- Não chega perto, por favor. – Disse.
- Tudo bem. Mas ainda não acabou. Ainda é o começo... – Disse Thomas se retirando.

O começo do que? E ainda não acabou o que? Aquele homem queria me enlouquecer, isso sim.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 8

- Vó! Que saudades! – Disse.
- Saudades de você também! E como estão as coisas aí em Munique? Trabalho? Fernando e Phil? – Marisa.
- Está tudo ótimo! Ai vó, to com tantas saudades viu? Mas agora tenho que ir. Amanhã vou trabalhar cedinho. – Disse.
- Ok! Cuide-se viu? Vovó tá orando por você! – Marisa.
- Obrigada! Te amo muito! – Disse, enxugando uma lágrima que rolara pelo meu rosto.
- Amo-te! – Marisa.

*Natasha está off-line*

Desliguei o notebook e fui orar. Dobrei os joelhos.

- Oi Deus, sou eu. Em meio as lutas eu vou triunfar pois minha vida está em Tuas mãos. Não temerei mal algum, e sei que a minha vitória irá chegar. Me dê uma boa noite de sono, e obrigada por mais um dia. Louvado seja o Teu nome. Amém. – Orei.

Hora de dormir. Tenho outro sonho. O mesmo loiro de um sonho passado estava nele.

“ – Estou aqui, vou te abraçar até a dor passar. – disse o loiro”

O dia amanhece, e recordo-me do sonho.

- O mesmo loiro. Credo. – Disse.

(...)

Depois de uma manhã de trabalho, chego em casa muito cansada, mas queria visitar o castelo ‘Neuschwanstein’, a dias queria ir à aquele lugar.

- Boa tarde, filha! Está tudo bem? Passou estresse hoje no trabalho? – Fernando.
- Tá... Tá... Tá tudo bem sim... Eu vou... Tomar um banho! – Disse, minha voz mal saia , passava as mãos lentamente em meus cabelos, estava confusa, pensava no sonho.



Subir as escadas pareceu uma eternidade. Nossa finalmente cheguei ao meu quarto, só preciso de um longo banho, e me arrumar para a visita ao castelo, pensei jogando sua bolsa no chão.
Um bom banho demorado. O vapor me consumia, isso servia de tranquilizante.


Lá fora fazia um dia lindo. Ensolarado. Perfeito. Típico para uma tarde de passeio. Uma visita até o ‘Castelo Neuschwanstein’.



- Não posso me esquecer da máquina fotográfica e, claro, chaves do carro né dona Natasha Reverbel? – Disse.


Ao chegar ao castelo, fui destaque. Por ser a única brasileira visitando aquele lugar, naquele dia.
Em um momento de distração...


- Natasha? – Thomas.
- Thomas? Que surpresa! – Natasha
- Surpreso em me ver? Fiquei sabendo que você fará uma entrevista comigo... – Thomas.
- Sim. – Disse sem jeito.
- Está meio perdida aqui? – Thomas.
- Não... Eu to com o guia do castelo em mãos... – Natasha.
- Mas um guia em carne e osso é melhor não? – Disse Thomas caindo na risada.
- Bem... – Disse.
- Então? – Disse Thomas estendendo seu braço.
- Okay então! – Disse.


Thomas me mostrou cada detalhe daquele lugar. Fui informada que não poderia tirar fotos do interior, uma pena, mas imagens daquele castelo ficarão gravadas para sempre em minha memória.


*Do lado de fora*


- Que foi? – Disse quando percebi que os olhos de Thomas estavam sobre mim.
- Nada... Só apreciando... – Thomas.
- Acho que está olhando pro lado errado... – Natasha.

Antes mesmo que pudesse terminar de falar, estava sentindo os lábios dele tocando nos meus. Um beijo suave. Um beijo desejado. A cena mágica acaba, após uma recuada minha.

Corro em direção a Matilda, e vou para casa.

- Mas o que foi aquilo? Eu não acredito! – Disse batendo no volante.

Ao chegar em casa, corro para o quarto com a desculpa que precisaria mandar um e-mail para Melanie, uma das colegas de trabalho.

Aconteceu... Um beijo, um único beijo. Um beijo com sentimentos, emoções. Foi bom, eu confesso. Mas me sinto culpada... Por que será?, pensei.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 7

- Não te esperava encontrar aqui. – Disse Thomas.
- Nem eu! Vim mesmo por causa que Phil insistiu... – Respondi. – Vou entrar...
- Eu já vou também. – Disse Thomas.

Entramos. Duas horas se passam, e Phil resolve ir embora.
Já em casa, jogo-me na cama, e ali mesmo fico, com a roupa da festa. Simplesmente, peguei no sono.

- Natasha... Acorda, filha! – Fernando.
- Hein? Hãn? Oi? – Disse atordoada.
- O sol está raiando. Já amanheceu! – Fernando.
- Já? Graças a Deus não vou trabalhar hoje! Vou curtir Munique! – Disse levantando da cama e seguindo ao banheiro.

Banho tomado, cabelo arrumado, roupa vestida, tênis calçado, café da manhã tomado.
Ligo Matilda e vou para a rua ‘Neuhauser Strasse’, uma rua de total exclusividade para pedestres. Lá, encontra-se muitos restaurantes e comércio muito diversificado, além de barraquinhas na rua oferecendo desde lanches rápidos até flores e blá, blá, blá.
Sento-me em um banco que havia naquela rua, olhava para o lado e via flores, aquele aroma de buvárdias exalando forte me agradava. Abro minha bolsa e procuro meu celular.


- Uma flor para outra flor! – Thomas Müller.
- Hãn? Danke! (Obrigada!) – Disse tímida.
- Bitte schön. (De nada) – Thomas. – Posso sentar-me ao seu lado?
- Ah... Claro! – Disse, retirando minha bolsa do banco e colocando em meu colo. Logo depois cheiro a buvárdia.
- Gosta de flores? – Thomas.
- Amo... Elas têm uma coisa que me fascina! – Disse.
- Verdade. – Thomas.



Deixo cair meu guia da cidade no chão ao voltar a mexer em minha bolsa. Simultaneamente, nos abaixamos para pegar o guia. O toque das mãos fora inevitável, assim como a bochecha demonstrando vergonha da pele branca de Thomas.


- Danke! – Disse
- Tá agradecendo pelo que? Eu nem peguei seu guia... – Thomas.
- Mas iria pegar... – Disse.


Um silêncio.


- Já visitou o castelo ‘Neuschwanstein’? – Thomas.
- Não! Mas vou lá amanhã à tarde. – Disse.
- Sério que você vai lá amanhã? Eu também irei lá amanhã! – Thomas.
- Quem sabe não nos encontramos por lá? – Disse.
- Se assim quiser o destino... – Thomas. – Vem comigo...
- Aonde? – Indaguei.

Estava cometendo uma loucura seguindo Thomas?
Pegamos o bonde ‘Strassenbahn 17’. Nosso destino, o ‘palácio Nymphenburg’, situado a noroeste de Munique. 

- No guia diz que Nymphenburg, construído em 1664, foi à residência de verão dos reis da Bavária... De arquitetura belíssima, entre suas principais atrações estão valiosas telas de mestres da pintura, louças imperiais, uma grande coleção de carruagens e jardins primorosos. Jardins primorosos? Perfeito, baby! – Disse.

 Depois de ficar fascinada por aquele lugar, nosso próximo destino seria o ‘Residenz’, principal palácio urbano de Munique. 

- Mais de 100 quartos desta residência real estão abertos à visitação. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária. – Thomas.

- Eu quero mesmo é ver o ‘ Grottenhoff’, fala sério! Esse jardim parece surreal, é ornado com maravilhosa fonte de bronze. - Disse.

Fotos e uma bela observação era o que não faltava. Nossos passos por ‘Residenz’ terminaram no ‘Antiquarium’, mais impressionante salão do ‘Residenz’, um local deslumbrante, por mais que seja uma biblioteca ornada com bustos de líderes romanos e gregos.

- Por que me trouxe aqui? – Perguntei.
- Sabe quando você vê algo em alguém que nunca viu isso antes em outro alguém? – Thomas.
- Acho que sim. – Disse.
- Está escurecendo, preciso ir pra casa, amanhã tenho treino bem cedo. – Thomas.
- Você não terminou de falar... – Disse.


Pegamos o bonde de volta à rua ‘Neuhauser Strasse’ onde meu carro estava estacionado.

- Onde deixei meu carro? Matilda, cadê você?! – Disse.
- Você fala de um ‘Mini Cooper’ branco com detalhes preto? – Thomas.
- Ja (Sim) – Disse.
- Está logo ali. – Thomas, apontando em direção ao carro. – Você é a primeira pessoa que conheço que deu um nome pessoal ao carro.

Não consigo impedir que meu sorriso brote no rosto.

 
- Bom, vou-me indo! – Disse.


Entro em meu carro, dou a partida e sigo para casa. Depois de chegar, e tomar um banho relaxante, alimentar-me, vou para meu quarto, poder então, finalmente falar com minha avó via Skype.
Meu celular apita, era uma mensagem. Estava na bolsa. Pego-o, mas uma coisa me chama a atenção: a flor que ganhei de Thomas Müller.

- Por que me levou até aquele lugar? - Disse.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 6

Um novo dia amanhece e sou apresentada para meus novos colegas de trabalho. Na reunião, conheço Tamires.

- Ah, que bom que você chegou. Estava ansiosa por ter uma brasileira trabalhando ao meu lado... – Disse Tamires.
- Isso é bom, não ficaremos sozinhas... Temos uma à outra. – Disse rindo.

E ali nascera uma grande amizade. Meu primeiro trabalho seria apenas ir no Centro de treinamento do Bayern de Munique entrevistar alguns jogadores. Que simples, pensei, mas até certo momento.
Os dias passam...

(...)

- Estou aqui no CT do Bayern de Munique, e ao meu lado está o goleiro Manuel Neuer. – Disse. – Neuer, como está o time neste momento? Nessa caminhada para a conquista do título?
- Estamos treinando duro, para na hora do jogo fazermos o nosso melhor. Estamos confiantes, e o Bayern leva essa. – Neuer.
- Obrigada. Então é isso. O Bayern de Munique não joga essa semana. – Disse.

(...)

- Perfeito, Natasha! – Disse Endy. (editor chefe)
- Obrigada. – Disse.

Peguei meu carro e fui para casa.

- Se arruma! – Disse Philipe.
- Arrumar? Pra onde, menino? – indaguei.
- Vamos a uma festa de aniversário. É do Toni Kroos. – Philipe.
- Eu não vou! – Disse.
- E por que não iria? Poxa Natasha, você adora ir a festas! – Phil.
- Mas nessa não vou! Fala sério, nem conheço o cara. Não conheço ninguém, além de você que vai estar naquela festa! – Disse.
- Se arruma logo... – Phil.
-Cadê o pai? – Perguntei.
- Está em uma reunião. Agora vai se arrumar criatura. – Phil.

*Jogo uma almofada em Philipe.*

- Vai ter volta! – Phil.

Subi as escadas, fui para meu quarto e joguei minha bolsa na cama e fui para o banho. Eu senti que deveria ir, mas não estava a fim. Visto algo simples, um vestido e all star.

(...)

Na festa fico grudada com Phil, aliás, não conhecia ninguém. 

- Phil! - Kroos.
- Kroos! Feliz aniversário! - Philipe. - Quero que conheça minha irmã, Natasha.
- Olá, Natasha! Prazer. - Kroos.
- Oi. Feliz aniversário! - Disse.

Procuramos um lugar para sentar, estava quieta, só queria chegar em casa e capotar na cama.
Até que... O avisto. Era ele! Sim! Era Thomas! Mas ele estava com uma loira ao seu lado... Quem seria ela? Desvio o olhar, mas olho novamente, e lá estava Thomas olhando para mim; percebo que ele me reconhece, com certeza. Jesus, Maria, José! Que negócio estranho, pensei. 

- Vamos dançar? - Phil.
-Ah, não! Isso não! - Disse.

Phil me puxa e vamos dançar.

- Vou ao banheiro. - Disse.

Na verdade, saio do salão de festa e vou para fora, tomar um ar.

- Está linda. - Thomas.
- Ah... Obrigada... - Disse.
- A lua está... Magnífica! - Thomas.
- Verdade, por isso que vim para cá. - Disse.
 

Copyright © 2009 Enquanto o Sol Brilhar. All rights reserved.
Converted To Blogger Template by Anshul Theme By- WooThemes