Tudo estava tão perfeito, até meu pai estar mexendo no notebook dele, e
sem querer aperta play em uma música. E começa a tocar: “Aquele beijo que te
dei nunca, nunca mais esquecerei...”.
Aooooo perseguição! Tinha que dar um fim nisso. Era preciso falar com
Thomas. Isso. E resolver de vez.
O dia amanhece, e já que o time de Bayern de Munique viajou para outra
cidade, não tinha como falar com Thomas. Droga! Teria que ir até o jogo.
O dia do jogo chega, e vou de carro até o local do jogo. Chego bem no
final pra variar.
-Kross! – Gritei.
-Natasha? Você por aqui? – Disse Kross.
-É... Vim ver meu irmão... – Respondi.
-Ele já tá na ducha, vai ter que esperar. – Kross.
-Sem problemas, melhor assim. – Disse rindo.
-É... – Kross sorriu. – Vou indo, tenho que arrumar minhas coisas. –
Kross.
-Ok! Até mais. – Disse.
Kross se distancia, vai em direção ao vestiário. Essa cena é
interrompida quando o vejo, seu uniforme todo sujo, com certeza caiu muito no
campo, havia chovido...
-O que você está fazendo aqui? – Disse Thomas.
-Precisamos conversar! – Respondi rapidamente.
-Sobre o que? – Perguntou Thomas.
-Sobre nós dois! – Respondi.
-Não dá pra conversar sobre isso aqui, e nem hoje... – Thomas.
-Mas precisamos conversar! – Disse.
-Mas agora não dá! Olha... Amanhã nós conversamos! – Disse Thomas
segurando em meus ombros.
-Aonde? – Perguntei.
-Deixa que eu te procuro! Somente confia em mim. – Disse Thomas dando um
breve beijo em minha testa.
Somente confiar? Que
loucura!
Avisto Phil.
-Phil! – Gritei.
-Maninha! Que saudades de você. – Disse Phil me abraçando. – Ei... O que
foi?
-Desde pequenos contamos tudo um ao outro... E agora não vai ser
diferente... Phil, eu... To apaixonada! – Disse.
-Ora, se apaixonar é uma coisa tão normal... – Phil.
-Não quando sua irmã está apaixonada por um homem CASADO! – Disse.
-Ca... Casado? Tantos caras por aí e você foi se apaixonar por um homem
casado? – Phil fez uma longa pausa - Eu sei que não mandamos no nosso
coração... Mas fica tranquila, vai dar tudo certo. – Phil.
-Somente me abraça? Daqueles abraços de urso, bem confortante, que só
você sabe dar esse abraço. – Disse.
E naquele instante, meu brother me abraça. Ah, me sentia protegida.
Poderia ficar ali, horas e horas.
-Ei... Hoje à noite, temos uma festa para ir, o pessoal todo foi
convidado, e você, como filha do presidente do clube, tem que ir
obrigatoriamente. – Phil.
-Tenho é? – Disse.
Pra falar a verdade não estava nenhum pouco animada em ir a essa festa!
Thomas iria estar lá, e com certeza, a esposa dele também, e se duvidar até
filhos dele se ele tiver.
Aonde fui amarrar meu burro?
-Está de carro? – Phil.
-Sim, por que? Disse.
-Que tal irmos a um restaurante? Tô morrendo de fome! – Phil.
-Não é Pepsi, mas pode ser! – Disse, rindo.
E fomos almoçar. Sentamos em um lugar com uma vista privilegiada! Que
paisagem. Ficamos horas e horas conversando que, quando menos percebemos, já
eram cinco da tarde.
-Vamos embora, senão nos atrasamos! – Phil.
Na estrada, o sol ia dando tchau, sua beleza tornava mais radiante
naquele momento.
(...)
Já à noite... Chegamos à festa, nos acomodamos. Por mais que não estava
nenhum pouco animada, chegando lá me senti um pouco melhor.
Olho ao redor, e numa mesa bem distante estava Thomas e sua esposa. Eles
estavam se beijando e aquela cena doeu em mim. Meus pensamentos começavam a me
perturbar. Isso tudo foi interrompido com a chegada de Kross.
-Hey, Natasha! Vamos dançar? – Disse Kross com um sorriso no rosto.
-Ah... Cla...ro! – Respondi.
Parecia que Kross tinha o dom de me fazer sorrir. Me sentia bem perto
dele, e ele é engraçado, então ri até a barriga doer. E quando menos percebi,
estava pensando o quanto dou valor a simplicidade, e o quanto amo pessoas que
me fazem sorrir e rir.
Mas, tudo que é bom, dura pouco. É o que dizem. Estava tudo tão
perfeito, até Kross decidir sentar na mesma mesa que Thomas estava.
-Kross? – Disse Thomas surpreso.
-E aí? – Kross.
-Sentem-se! – Thomas.
-Não vai me apresentar quem é, Thomas? – Lisa.
-Ah... Meu amor, essa é Natasha, filha do senhor Fernando Reverbel,
presidente do clube. – Thomas.
-Oi! Prazer. – Disse sorrindo, mas por dentro desejava não estar ali – E
Thomas, se meu pai te pegar chamando ele de senhor...
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