Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 8

- Vó! Que saudades! – Disse.
- Saudades de você também! E como estão as coisas aí em Munique? Trabalho? Fernando e Phil? – Marisa.
- Está tudo ótimo! Ai vó, to com tantas saudades viu? Mas agora tenho que ir. Amanhã vou trabalhar cedinho. – Disse.
- Ok! Cuide-se viu? Vovó tá orando por você! – Marisa.
- Obrigada! Te amo muito! – Disse, enxugando uma lágrima que rolara pelo meu rosto.
- Amo-te! – Marisa.

*Natasha está off-line*

Desliguei o notebook e fui orar. Dobrei os joelhos.

- Oi Deus, sou eu. Em meio as lutas eu vou triunfar pois minha vida está em Tuas mãos. Não temerei mal algum, e sei que a minha vitória irá chegar. Me dê uma boa noite de sono, e obrigada por mais um dia. Louvado seja o Teu nome. Amém. – Orei.

Hora de dormir. Tenho outro sonho. O mesmo loiro de um sonho passado estava nele.

“ – Estou aqui, vou te abraçar até a dor passar. – disse o loiro”

O dia amanhece, e recordo-me do sonho.

- O mesmo loiro. Credo. – Disse.

(...)

Depois de uma manhã de trabalho, chego em casa muito cansada, mas queria visitar o castelo ‘Neuschwanstein’, a dias queria ir à aquele lugar.

- Boa tarde, filha! Está tudo bem? Passou estresse hoje no trabalho? – Fernando.
- Tá... Tá... Tá tudo bem sim... Eu vou... Tomar um banho! – Disse, minha voz mal saia , passava as mãos lentamente em meus cabelos, estava confusa, pensava no sonho.



Subir as escadas pareceu uma eternidade. Nossa finalmente cheguei ao meu quarto, só preciso de um longo banho, e me arrumar para a visita ao castelo, pensei jogando sua bolsa no chão.
Um bom banho demorado. O vapor me consumia, isso servia de tranquilizante.


Lá fora fazia um dia lindo. Ensolarado. Perfeito. Típico para uma tarde de passeio. Uma visita até o ‘Castelo Neuschwanstein’.



- Não posso me esquecer da máquina fotográfica e, claro, chaves do carro né dona Natasha Reverbel? – Disse.


Ao chegar ao castelo, fui destaque. Por ser a única brasileira visitando aquele lugar, naquele dia.
Em um momento de distração...


- Natasha? – Thomas.
- Thomas? Que surpresa! – Natasha
- Surpreso em me ver? Fiquei sabendo que você fará uma entrevista comigo... – Thomas.
- Sim. – Disse sem jeito.
- Está meio perdida aqui? – Thomas.
- Não... Eu to com o guia do castelo em mãos... – Natasha.
- Mas um guia em carne e osso é melhor não? – Disse Thomas caindo na risada.
- Bem... – Disse.
- Então? – Disse Thomas estendendo seu braço.
- Okay então! – Disse.


Thomas me mostrou cada detalhe daquele lugar. Fui informada que não poderia tirar fotos do interior, uma pena, mas imagens daquele castelo ficarão gravadas para sempre em minha memória.


*Do lado de fora*


- Que foi? – Disse quando percebi que os olhos de Thomas estavam sobre mim.
- Nada... Só apreciando... – Thomas.
- Acho que está olhando pro lado errado... – Natasha.

Antes mesmo que pudesse terminar de falar, estava sentindo os lábios dele tocando nos meus. Um beijo suave. Um beijo desejado. A cena mágica acaba, após uma recuada minha.

Corro em direção a Matilda, e vou para casa.

- Mas o que foi aquilo? Eu não acredito! – Disse batendo no volante.

Ao chegar em casa, corro para o quarto com a desculpa que precisaria mandar um e-mail para Melanie, uma das colegas de trabalho.

Aconteceu... Um beijo, um único beijo. Um beijo com sentimentos, emoções. Foi bom, eu confesso. Mas me sinto culpada... Por que será?, pensei.
Depois do Pôr do Sol – Parte 1- Capítulo 7

- Não te esperava encontrar aqui. – Disse Thomas.
- Nem eu! Vim mesmo por causa que Phil insistiu... – Respondi. – Vou entrar...
- Eu já vou também. – Disse Thomas.

Entramos. Duas horas se passam, e Phil resolve ir embora.
Já em casa, jogo-me na cama, e ali mesmo fico, com a roupa da festa. Simplesmente, peguei no sono.

- Natasha... Acorda, filha! – Fernando.
- Hein? Hãn? Oi? – Disse atordoada.
- O sol está raiando. Já amanheceu! – Fernando.
- Já? Graças a Deus não vou trabalhar hoje! Vou curtir Munique! – Disse levantando da cama e seguindo ao banheiro.

Banho tomado, cabelo arrumado, roupa vestida, tênis calçado, café da manhã tomado.
Ligo Matilda e vou para a rua ‘Neuhauser Strasse’, uma rua de total exclusividade para pedestres. Lá, encontra-se muitos restaurantes e comércio muito diversificado, além de barraquinhas na rua oferecendo desde lanches rápidos até flores e blá, blá, blá.
Sento-me em um banco que havia naquela rua, olhava para o lado e via flores, aquele aroma de buvárdias exalando forte me agradava. Abro minha bolsa e procuro meu celular.


- Uma flor para outra flor! – Thomas Müller.
- Hãn? Danke! (Obrigada!) – Disse tímida.
- Bitte schön. (De nada) – Thomas. – Posso sentar-me ao seu lado?
- Ah... Claro! – Disse, retirando minha bolsa do banco e colocando em meu colo. Logo depois cheiro a buvárdia.
- Gosta de flores? – Thomas.
- Amo... Elas têm uma coisa que me fascina! – Disse.
- Verdade. – Thomas.



Deixo cair meu guia da cidade no chão ao voltar a mexer em minha bolsa. Simultaneamente, nos abaixamos para pegar o guia. O toque das mãos fora inevitável, assim como a bochecha demonstrando vergonha da pele branca de Thomas.


- Danke! – Disse
- Tá agradecendo pelo que? Eu nem peguei seu guia... – Thomas.
- Mas iria pegar... – Disse.


Um silêncio.


- Já visitou o castelo ‘Neuschwanstein’? – Thomas.
- Não! Mas vou lá amanhã à tarde. – Disse.
- Sério que você vai lá amanhã? Eu também irei lá amanhã! – Thomas.
- Quem sabe não nos encontramos por lá? – Disse.
- Se assim quiser o destino... – Thomas. – Vem comigo...
- Aonde? – Indaguei.

Estava cometendo uma loucura seguindo Thomas?
Pegamos o bonde ‘Strassenbahn 17’. Nosso destino, o ‘palácio Nymphenburg’, situado a noroeste de Munique. 

- No guia diz que Nymphenburg, construído em 1664, foi à residência de verão dos reis da Bavária... De arquitetura belíssima, entre suas principais atrações estão valiosas telas de mestres da pintura, louças imperiais, uma grande coleção de carruagens e jardins primorosos. Jardins primorosos? Perfeito, baby! – Disse.

 Depois de ficar fascinada por aquele lugar, nosso próximo destino seria o ‘Residenz’, principal palácio urbano de Munique. 

- Mais de 100 quartos desta residência real estão abertos à visitação. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária. – Thomas.

- Eu quero mesmo é ver o ‘ Grottenhoff’, fala sério! Esse jardim parece surreal, é ornado com maravilhosa fonte de bronze. - Disse.

Fotos e uma bela observação era o que não faltava. Nossos passos por ‘Residenz’ terminaram no ‘Antiquarium’, mais impressionante salão do ‘Residenz’, um local deslumbrante, por mais que seja uma biblioteca ornada com bustos de líderes romanos e gregos.

- Por que me trouxe aqui? – Perguntei.
- Sabe quando você vê algo em alguém que nunca viu isso antes em outro alguém? – Thomas.
- Acho que sim. – Disse.
- Está escurecendo, preciso ir pra casa, amanhã tenho treino bem cedo. – Thomas.
- Você não terminou de falar... – Disse.


Pegamos o bonde de volta à rua ‘Neuhauser Strasse’ onde meu carro estava estacionado.

- Onde deixei meu carro? Matilda, cadê você?! – Disse.
- Você fala de um ‘Mini Cooper’ branco com detalhes preto? – Thomas.
- Ja (Sim) – Disse.
- Está logo ali. – Thomas, apontando em direção ao carro. – Você é a primeira pessoa que conheço que deu um nome pessoal ao carro.

Não consigo impedir que meu sorriso brote no rosto.

 
- Bom, vou-me indo! – Disse.


Entro em meu carro, dou a partida e sigo para casa. Depois de chegar, e tomar um banho relaxante, alimentar-me, vou para meu quarto, poder então, finalmente falar com minha avó via Skype.
Meu celular apita, era uma mensagem. Estava na bolsa. Pego-o, mas uma coisa me chama a atenção: a flor que ganhei de Thomas Müller.

- Por que me levou até aquele lugar? - Disse.
 

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