De Madrid a São Paulo.
Capítulo 16
E depois de muito tempo abraçados, nos beijamos. Nossas bocas simplesmente se completavam.
- Não faz isso comigo de novo! – Disse Cristiano.
- Daqui a um mês eu volto para o Brasil. – Disse, com um olhar triste.
- Eu não vou deixar. Não quero passar por isso de novo. Eu preciso de você!
- Cris... – Naquele momento fechei meus olhos, sentia seu perfume exalando, ele estava usando o perfume que eu gosto. - Te amo. – Disse encostando meus lábios no dele.
- Quero envelhecer ao seu lado!
“Eu só queria parar o tempo naquele momento.”
- Todas as noites antes de dormir, eu penso muito forte em você, em tudo de bom que você me faz. Eu olho pra Lua, imaginando você estar do outro lado olhando também... – Disse Cristiano.
- Você é simplesmente apaixonante! – Declarei.
Nos beijamos. Cris precisava treinar. O treino seria só pela manhã. Fiquei observando treinar e também vi que ele na tirava os olhos de mim.
“Preciso ver se ela ainda está ali. Não posso deixá-la escapar.”
Em meio a trocas de olhares entre mim e Cris, meu celular apita. ‘Nova mensagem B. Caixeta’ Bárbara havia me mandando uma sms? Abri.
“Aline! O Henrique sofreu um acidente gravíssimo de carro! Ele ficou debaixo de um caminhão! Está na UTI e sem previsão de sair!”
Meu Deus! Henrique, em um leito de hospital? Não, passei a mão em minha cabeça, com um olhar de não acredito. Estava em Madrid, precisava ir para o Brasil urgente. Por mais que Henrique e eu terminamos, mas eu ainda o amava, não como namorado ou algo mais, mas, como amigo! Cris percebeu minha reação. Saiu do campo.
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntou Cris.
- Não! Não aconteceu nada. – Disse. Desviei o olhar e abaixei a minha cabeça.
- Aconteceu sim! O treino já acabou, vou tomar uma ducha, e aí conversaremos! Não saia daí! – Apelou Cris.
E agora? Contou ou não conto para Cristiano sobre o que acontecera com Henrique? Cristiano demora na ducha como sempre. Depois de meia hora, ele vem ao meu encontro. Entro em seu carro.
- Henrique sofreu um acidente grave de carro! – Disse.
- Ah! E agora você vai querer voltar ao Brasil para ver ele, e ficar lá com ele até ele sair do hospital! Certo? – Disse Cristiano com um tom de voz meio grosso. Engoli seco.
- Sim... – Disse.
- Vai lá.
- Eu não tenho culpa! Henrique e eu somos amigos!
- Amigos, sei! Ele não tá noivo? A noiva dele vai tá lá para cuidar dele.
- Eu não sei se ele terminou com a noiva...
- Ah quer saber Aline! Vai logo para o Brasil! Vai lá, cuida do Henrique. Gasta suas férias com ele. Depois volta para Madrid daqui uns seis meses! Quer que eu te leve para o aeroporto agora?
- Nossa. Calma!
- Calma Aline? Você chega do Brasil depois de cinco meses longe de mim, e depois quer voltar ao Brasil assim, às pressas?
- Eu por acaso tive culpa que Henrique fosse se envolver em um acidente?
- Eu já disse para você ir! Vai logo.
- Quer saber? Tchau! Depois a gente conversa! Está impossível conversar com você nesse temperamento! Fui.
Saí do carro. Saí do ct e fui para a rua, a procura de um taxi. Eu atravessava sem olhar para os lados, o medo de perder Cristiano tomava conta de mim, quando acontece. Um acidente me envolvendo. Um carro de luxo me atropela. Fui levada para o hospital. Acordei, e o vi.
- Onde estou? O que to fazendo aqui? – Disse.
- Shiu... Você está no hospital, foi atropelada, quebrou o braço esquerdo, mas está tudo bem. Eu estou aqui. – Disse Cristiano segurando em minha mão. Sua mão era tão quente, tão macia. – Vai ficar tudo bem.
Apenas o olhei.
- Não vou para o Brasil ver Henrique. Só vou ligar para lá. – Disse.
- Se quiser ir, tudo bem. – Disse Cristiano.
- Não! Quero ficar aqui com você!
- E sua faculdade? Como fica?
- Eu não sei se volto para o Brasil. Vou pensar, muito.
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