O tempo se passou, e a data do meu casamento se aproximara. Nem estava acreditando, eu ia me casar!
Certa manhã eu acordei enjoada, fui ao médico e... É eu estava grávida! Eu estava feliz, por mais que fosse uma gravidez indesejada, mas eu estava feliz, muito feliz! Não via a hora de dar a notícia para Rodrigo.
Cheguei em casa, eu fui navegar na internet. Vou para o site oficial do São Paulo FC, e vi aquela notícia “Rodrigo Caio, pode ser vendido para o Real Madrid ou Chelsea”, quase não acreditei, quando é que ele iria falar para mim? Ou se iria falar... Fiquei sem chão. Alguém me liga, era Rodrigo.
“Rodrigo: Bom dia meu amor!
Manu: Onde está o ‘bom’ desse dia que eu não estou vendo?
Rodrigo: Xi... Minha princesa acordou de mau humor é?
Manu: Olha Rodrigo, não enche!”
Desliguei o celular, e postei no Twitter “Estou sem chão, sem ar, entre os soluços do meu choro eu tento explicar...”, e vi que Rodrigo tuita “O que aconteceu?”. Eu não sabia o que fazer, ‘e agora?’, pensei, eu estava esperando um filho dele, iríamos nos casar... Depois de tanto tempo juntos, ele ainda não confiava em mim? Porque para não me contar uma coisa dessas, só pode ser falta de confiança. Resolvi ir para a casa da minha tia no interior. Fiz as malas, Helen não estava em casa, deixei um bilhete avisando, e saí. Dirigia chorando...
Helen: Manu? Manu?
Rodrigo: Pra onde será que ela foi?
Lucas: Ei, tem um bilhete aqui, é da Manu! Está escrito “Helenzinha, não se preocupe comigo, fui para a casa da minha tia, no interior, preciso esfriar a cabeça. Aconteceu tão de repente. Ah, e se ver o Rodrigo, diz pra ele não me procurar, que na hora certa eu o procuro. Beijos. Te amo. Manoela.”
Rodrigo: Agora eu tenho certeza, ela já viu a notícia.
Lucas: Mano, eu falei pra você ir falar logo com ela.
Helen: Do que vocês estão falando?
Rodrigo: O Chelsea e o Real Madrid querem me comprar.
Helen: Não acredito! E você ainda não falou com a Manu... Ela deve estar arrasada!
Rodrigo: Pois é... Eu estava com medo de contar, medo da reação dela.
Chego à casa da minha tia, ela me acolheu, fui para o quarto, passei a mão na minha barriga.
“A como eu espero a tua chegada, como eu espero por esse teu sorriso, essa tua alegria… Você será um presente enviado de Deus para mim. Não vejo à hora de acompanhar os teus primeiros passos, suas primeiras palavras; espero pelo dia em que irei te ensinar a andar de bicicleta e ouvir aquele teu grito de vitória. Estarei ao teu lado até mesmo na hora de uma escolha errada.”
Passei uma semana no interior, resolvi voltar, e por um fim nas minhas lágrimas.
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