De Madrid a São Paulo.
Capítulo 34
No avião para Madrid...
- Se passaram dois anos, Rapha, mas o tempo e nem a distância conseguiu apagar o que sinto por seu pai. É engraçada essa coisa de amor não? – Disse para Rapha que dormia tranquilamente.
Nilmar já estava a nossa espera no aeroporto.
- Mana! Meu Deus que saudades! Esse é o Raphael? – Disse Nilmar me abraçando.
- Ai irmão, eu que senti saudades! Sim, lindo não? – Disse.
- Se não fosse a cara do pai... Seria lindo.
- Ai seu bobo!
- Vamos? Laura e Helena estão ansiosas!
E assim fomos, passamos pela ‘Gran Via’. Estava mais perfeita do que nunca! Aliás, era semana de Natal, estava toda iluminada e linda, era como a ‘Avenida Paulista’. Chegamos a casa de Nil, estava toda enfeitada ‘decoração natalina’. O dia amanhece, Rapha e eu vamos até um parque, queria que ele sentisse Madrid na pele. Estávamos ali, ele de um lado e eu em sua frente, de uma curta distância, jogando a bola para Rapha chutar de volta. De repente, Rapha não chuta a bola, fica ali parado.
- Rapha, chuta a bola pra mamãe! – Disse.
- Mamãe! Quitiano quitiano. – Disse Rapha.
- Cristiano? Ficou maluco? Chuta a bola pra mim! – Disse.
Sinto uma mão macia pousar sobre meu ombro. Reconhecia aquele cheiro.
- Continua bela como sempre. – Disse Cristiano.
- E você com o sorriso brilhante, capaz de iluminar a cidade inteira! – Disse.
- E quem é esse menino? – Disse Cris, engoli seco.
- O Raphael? Ah, ele é meu primo. Eu e minha tia viemos para Madrid, chegamos ontem.
- Eu me enganei ou... Ouvi ele te chamar de mãe?
- Não, não se enganou não, ele sempre me chama de mãe, desde pequeno. Minha tia sai para trabalhar e deixa ele comigo, então ele passa a maior parte do tempo comigo.
- Parece que eu me vejo pequeno quando olho para ele.
- Ele é a sua cara não? Eu desconfio que ele seja filho seu e não do meu tio. – Soltei um riso forçado. – E como vai Cristiano Júnior?
- Ele tá ótimo, crescido.
Estávamos ali, sentados em meio às folhas de árvore que haviam caído no parque. Cristiano se divertia com Raphael. Pai e filho, embora não soubessem. Deveria contar? Não. Cris olha para um anel que havia em meu dedo.
- Namorando ou noiva? – Disse Cris.
- Han? Ah, nenhum dos dois. Até agora não consegui prosseguir minha vida amorosa. – Respondi.
- Depois que você se foi... Ficou um buraco dentro do meu peito... Um vazio sem fim.
- Lembrando que... Foi você que forçou isso.
- Só queria te ver feliz.
- Não entendes que... Você é uma das estrelas que completam a minha felicidade?
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