De Madrid a São Paulo.
Capítulo 28
- Ahh... Não. É... A vizinha vai viajar, e ela deixou aqui. – Respondeu Carol.
- E por que ela deixaria aqui? – Indagou Kaká.
- Ela passou aqui, me avisando. Só que ela foi pegar umas coisas na casa dela, e deixou as malas aqui. – Respondeu Carol – Bom, eu vou ver as crianças.
- Então Cris... Você vai mesmo ao Brasil? – Disse Kaká.
- Vou sim... Vou passar as férias no Rio de Janeiro. – Disse Cris.
- E não vai dar um pulo em São Paulo, ver sua amada? – Disse Kaká.
- Se eu soubesse o endereço, eu até iria... Mas não sei, não sei se vou para o Brasil... To na dúvida... – Disse Cris.
Depois de uma longa conversa de homens, Cristiano vai embora. Kaká se assusta ao me ver na sala.
- A-A-Aline? – Disse Kaká.
- Credo, parece que viu uma reencarnação... – Disse rindo.
- Ah, então agora você é minha vizinha?
- Digamos que sim. Não quero que Cris saiba que estou em Madrid.
- Uma hora ele vai saber...
Ligo para a casa de Nil, Laura atende. Kaká me deixa lá.
- Tia Aline! – Disse Helena me abraçando.
- Óh minha pequena, bom pequena que não está mais pequena, que saudades! – Disse retribuindo o abraço.
- Aline! – Disse Laura me abraçando.
- Cadê meu irmãozito fofo? – Disse olhando para o lado.
- A gente saiu, e Helena e eu voltamos, e ele ficou lá... Vem, vamos colocar as suas coisas no seu quarto.
- Opa...
Meu quarto... Ah que saudades... Para matar a saudades de Helena, eu a levo a um parque, onde sempre costumávamos a ir. A noite se aproxima, vamos para casa.
- Eu não acredito... Minha maninha! – Disse Nilmar com uma lágrima rolando em sua face macia e delicada.
Corri para abraça-lo. Ah, que abraço! Ficamos ali na sala conversando, todos. Nilmar sobe, para colocar Helena para dormir.
- E Cristiano... – Disse Laura.
- Ai... Eu não sei viu... Nosso sentimento é forte... Tem poder de fazer com que a lua e o Sol se encontrem... – Respondi.
- Tem mesmo! Só não sei até quando vocês vão resistir ficar assim...
- É complicado.
Subi e fui dormir. O dia raia, acordo com o barulho do meu notebook apitando. ‘Novo e-mail C. Ronaldo. ’. Abro o e-mail.
“De novo o Sol eu vi nascendo de manhã, então você surgiu, trouxe esperança, de novo eu contei estrelas lá no céu, meu coração ficou como papel, balançado me encontrei, a minha voz, embaracei... Hoje eu sei, o meu amor já encontrei... Você é a causa do meu grande amor, você é a música que me tocou, e fez, novamente o meu coração sorrir na batida mais tocante da emoção... Você é o vento que a nuvem levou, e fez novamente o céu ser azul... No ar, o arco-íris jamais se apagou... Você é o meu presente de Deus, metade de mim... Você é a causa do meu grande amor... Você é a causa do meu grande amor... C. Ronaldo.”
Era uma música, ‘Você – PG’. Nossa, é uma música linda... Será que deveria voltar com Cris? A grande pergunta que não se calava. Será que daqui a alguns anos, será eu e ele? Eu e ele morando junto, sem enjoarmos um do outro? Eu e ele vivendo com mais brigas e intrigas que o normal? Eu e ele ocupando a mesma cama, e o mesmo box? Eu e ele discutindo pela cor da parede, e pela blusa que cai melhor nele? Eu e ele rindo, sem querer? Discutindo por causa do canal que eu coloquei? Dividindo o mesmo cobertor? ... Cristiano é diferente dos outros... Não desistiu de mim...
“Quando existe amor, TODOS os obstáculos são superados...”
Ah Cris... Nos teus braços é o meu lugar... E desde que te conheci, não houve um só dia que eu não pensasse em você.
- O amor... Ah que coisa extraordinária! – Exclamei.
Resolvi. É, eu tinha certeza do que iria fazer. Era uma tarde fria... Me arrumo, pego um táxi. ‘Ding dong’.
- Meu amor? Minha vida? Não acredito que você está aqui! – Disse Cris, emocionado ao me ver.
Corri para seus braços. Que abraço mais sincero. Ficamos ali, apenas nos olhando. Depois de um tempo, nos beijamos intensamente, nossas bocas se completavam.
- Cris... Eu tenho que te contar uma coisa... – Disse interrompendo o beijo.
- O que? – Disse Cris.
- Aconteceu... Com Henrique... – Disse.
- O que? Não acredito. – Disse Cris abalado, eu fiquei de costas para ele. – Ei princesa... Não se sinta culpada... Não vou te julgar... Eu ainda te amo. – Ele beija minha testa. Que lábios macios.
Vamos para um parque, deserto, porém, lindo e encantador... Passamos horas e horas falando de os dois. A noite chega, estávamos ali, deitados sobre a grama observando as estrelas, eu estava deitada sobre seu peito.
- A noite está linda! Quantas estrelas... Elas podiam ficar mais perto de nós, né? - Disse
- Eu não preciso disso. Tenho a que mais brilha ao meu lado. – Disse Cris sorrindo.
Não há nada mais mágico do que ser o motivo dos melhores sorrisos dele.
- Chegou que dia? – Perguntou-me Cris.
- Antes de ontem... Sabe aquelas malas na casa da Carol? – Disse.
- Como sabe?
- Eram minhas, eu estava lá...
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