De Madrid a São Paulo.
         Capítulo 27



Depois de uma boa noite de sono, levanto disposta a continuar meu passeio em Madrid. Tomo um banho, visto algo quente, pois, dezembro, frio rigoroso. Pego um táxi e vou para a ‘Puerta Del Sol’, uma praça carregada de segredos por descobrir. Caminho pela praça, e fotografo ao lado de ‘Oso y el Madroño’, que é o Urso e Medronheiro, um dos símbolos da cidade. Vou direto para a ‘Praça Santa Ana’. Saboreei umas tapas numa das várias cervejarias da praça. Sigo para a ‘Plaza de la Villa’, uma praça rodeada por prédios históricos, construída pelo mesmo arquiteto da ‘Plaza Mayor’. Sento-me em um banco. Pego minha máquina que estava perdida na minha bolsa, e de modo repentino, desvio meu olhar que estava fixado em minha bolsa, e olho para frente ao ouvir um som de uma máquina fotográfica profissional.

-        Não pode ser... Cris? – Disse espantada.

Cris estava sendo fotografado por uma marca de roupas masculinas madrilena. Observo que alguns repórteres se aproximam. Coloco o gorro de meu sobretudo, para não ser reconhecida, e tento me aproximar de forma desapercebida.

-        Ronaldo, como está se sentindo em ser um dos favoritos para o melhor do mundo deste ano? – Disse um repórter.
-        Bom, é gratificante, pois tudo o esforço que fiz, vai ser recompensado. Bom, recompensado o esforço do futebol né... – Respondeu Cris soltando uma leve risada.

Que saudades de ouvir aquela risada...

-        Esforço no futebol... Quer dizer que no amor você não vai ter nenhum prêmio? - Disse uma repórter.
-        Bom, é complicada essa coisa de amor... Sabe, sua vida parece estar vazia, aí vem alguém e preenche aquele espaço vazio, só que de repente... O amor voa, e pra bem longe, e se for da vontade de Deus, ele volta, para nunca mais ir. – Respondeu Cris passando sua mão macia em seu queixo.
-        E Aline... Creio que vocês ainda sentem algo um pelo outro, segundo fontes secretas, vocês vem se comunicando por e-mails - Perguntou um repórter.
-        Como sabe? – Cris riu. – Isso é vero, como disse anteriormente, o nosso amor voou, o destino quis assim, mas sempre haverá algum vale para nos encontrarmos... Há coisas no mundo que provem de razões, por quês e motivos, mas tendem a ser inexplicáveis e assim são os sentimentos e principalmente aquele o qual eu sinto por ela. É imutável, belo, complexo e grandioso... Meu amor por Aline vai além de fronteiras, palavras e olhares, é um sentimento invisível ao ar... Eu tenho certeza de que... A amo. – Disse Cris, é claro que eu, ouvindo essas palavras, desmanchei-me em lágrimas.

Saio dali, vou para o hotel. No quarto, sento-me na cama. Cris mais uma vez, domina meus pensamentos... Fico pensando sobre o futuro... Meu sonho é que ele esteja ao meu ladoque esteja feliz e claro também me fazendo feliz. Imagino nosso casamento. Imagino só nós dois juntinhos em casa naquele dia chuvoso, embaixo da coberta bem abraçadinhos, esquentando um ao outro e lembrando do dia em que nos conhecemos... Memórias e lembranças... Simplesmente ali, perdida em um mar de pensamentos.

-        Tenho que ligar para Lucas, avisando para ele não falar para ninguém que estou em Madrid. – Disse.

“- Lucas? – Disse.
-        Oi Aline, por que essa voz de assustada? – Disse Lucas.
-        É o seguinte, você falou para alguém que estou em Madrid?
-        Não... Por quê?
-        Pois bem, não é pra falar para ninguém... Principalmente pro...
-        Cristiano Ronaldo.
-        É... Pro meu Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro... Bom, vou desligar. Beijo.”

‘Chamada Encerrada’. Um bálsamo de tranquilidade lavou aquela tensão.

-        Aline, acho melhor você ir para a casa do seu irmão fofo, lindo e cheiroso. – Disse.

Arrumei minhas coisas, paguei minha conta do hotel, peguei um táxi e vou rumo a casa de Nil.

-        Espero que tenha alguém em casa. – Disse pegando na medalhinha que Nil havia me dado.

É, não havia ninguém em casa... E agora? Isso, Aline, bem pensado. Resolvo ir para a casa de Carol, certamente ela estaria lá. E certamente, Carol me recebeu com um abraço bem apertado, Kaká não estava em casa.

-        Ai, que bom que você está de volta! – Disse Carol.
-        É... Hãn? Aquele não é o carro de Cris? – Disse.
-        Sim, nossa, esqueci que Cristiano viria hoje para cá... Deve ter sido por isso que Kaká saiu...
-        Ele não pode me ver. – Disse.
-        Ok! Se esconde em algum lugar aí.

Me escondi. Vozes masculinas invadem a casa, Kaká e Cristiano começam a dar gargalhadas.

-        E essas malas, Carol... Vai viajar? – Disse Cristiano.

Eu deixei as malas na sala... Como pude?

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